O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou ontem Dzhokhar Tsarnaev, 19 anos, um dos suspeitos do atentado em Boston, pelo uso de armas de destruição em massa contra civis. No entanto, ele será julgado por um tribunal civil, já que não pode ser considerado combatente inimigo.
A hipótese havia sido levantada pela imprensa americana pela origem estrangeira do jovem, que nasceu no Quirguistão e tem origem tchetchena. O porta-voz da Casa Branca disse, no entanto, que ele não pode ser julgado como combatente inimigo por ser cidadão americano desde 11 de setembro de 2012.
Caso fosse considerado inimigo de Estado, ele seria julgado por uma corte militar, assim como no caso de uma guerra. O recurso foi usado contra os autores do atentado de 11 de setembro de 2001, em Nova York, que não tinham cidadania americana.
Além da acusação por conspiração pelo uso de armas de destruição em massa, ele também será processado por destruição de propriedade seguido de morte. Caso seja condenado pela Justiça federal americana, ele poderá pegar desde prisão perpétua até a pena de morte.
Indiciado domingo
O primeiro indiciamento foi feito no quarto do hospital onde o jovem está internado em Boston. Ele está em estado grave, mas consciente, embora tenha tido ferimentos causados por balas na cabeça, no pescoço, nas pernas e nas mãos.
No domingo, ele prestou seu primeiro depoimento por participação no crime e respondeu as perguntas por escrito, já que não consegue falar. Tsarnaev foi capturado na noite de sexta passada em uma casa de Watertown, no subúrbio de Boston, após operação policial que durou 22 horas e paralisou a cidade de Boston.
Seu irmão, Tamerlan Tsarnaev, que também é acusado de participação no ataque, morreu durante tiroteio com a polícia em uma perseguição policial em Watertown durante a madrugada de sexta. Os dois ainda são acusados da morte de um policial e por ferir gravemente um agente de trânsito.
Fontes dizem que eles planejavam um outro ataque após a ação na maratona. A Reuters informou que ainda foram encontrados “grande quantidade de artefatos pirotécnicos” e o boné branco que, segundo a polícia, Dzhokhar usava no dia do atentado.