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Governo anuncia redução nos tributos para etanol

Folhapress
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O governo anunciou  nesta terça-feira (23) um pacote de desoneração e crédito subsidiado para o setor do etanol. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, "as medidas vão possibilitar que o setor tenha condições melhores de ampliar o investimento e expandir a produção". 

 

O ministro, no entanto, não garantiu que os incentivos vão fazer com que haja redução de preços para o consumidor. "Não quer dizer que o setor vai repassar necessariamente. Estamos condicionando [os incentivos] ao aumento da oferta, porque aí o preço vai ser reduzido". 

 

O Executivo zerou a cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível, hoje equivalente a R$ 0,12 por litro de etanol. 

 

Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, as medidas consolidam "definitivamente" o setor de etanol no país. Ele estima que neste ano a safra será de 28 bilhões de litros. No ano passado, foram 23 bilhões. 

 

O governo também vai renovar e diminuir a taxa de juros de linhas de crédito aos produtores. Chamada Prorenova, uma das linhas pode desembolsar até R$ 4 bilhões para plantar ou renovar as plantações de cana-de-açúcar. 

 

O prazo para pagamento será de até 72 meses e a carência (prazo antes de o produtor começar a pagar as parcelas) será de 18 meses. 

 

A linha do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) terá uma taxa de juros subsidiada de 5,5% ao ano. Segundo Mantega, a taxa de juros no ano passado era estava entre 8,5% e 9,5% ao ano. 

 

A segunda linha de crédito que teve sua taxa diminuída é destinada à construção de armazéns para estocar a produção na época da safra, quando os preços costumam cair. Serão disponibilizados até R$ 2 bilhões, com prazo de 12 meses e juros de 7,7% ao ano. 

 

O objetivo principal do pacote do governo é estimular produtores a investir mais na produção do biocombustível, que nos últimos anos foi preterido pela fabricação de açúcar devido aos melhores preços desse produto no mercado mundial. 

 

No governo e no mercado, a ampliação da produção de etanol é vista como crucial para aumentar a oferta e, assim, baixar o preço dos combustíveis nas bombas. Outro objetivo da medida é reduzir a importação de gasolina ao aumentar a oferta de álcool no mercado. Com isso, a Petrobras também seria beneficiada, pois hoje é obrigada a importar gasolina para suprir a falta de combustível no mercado.

 

No primeiro trimestre deste ano, o país importou 50 mil barris de gasolina, segundo a estatal. Como os preços no país não acompanham a cotação internacional, a Petrobras tem prejuízo com as importações de derivados para arcar com a defasagem em relação ao preço praticado no mercado interno. 

 

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