Subiu para mais de 44 o número de mortos durante confrontos entre insurgentes sunitas e militares iraquianos ontem, depois de forças do governo dispersarem um acampamento de manifestantes.
Esse foi o pior confronto no Iraque desde que milhares de sunitas iniciaram protestos, em dezembro, contra uma alegada marginalização do ramo pelo governo do primeiro-ministro xiita Nuri al Maliki.
O Ministério de Defesa iraquiano disse que os soldados abriram fogo depois de serem atacados por atiradores no improvisado acampamento instalado em uma praça de Hawija, nos arredores de Kirkuk, cerca de 170 km ao norte de Bagdá.
“Quando as Forças Armadas começaram a impor a lei usando unidades das forças de controle de distúrbios, foram confrontadas por fogo pesado”, disse o ministério em nota.
Líderes dos manifestantes, no entanto, dizem que eles estavam desarmados quando os soldados chegaram atirando, durante a manhã.
“Quando as forças especiais invadiram a praça, não estávamos preparados e não tínhamos armas. Eles esmagaram alguns de nós nos seus veículos”, disse o estudante Ahmed Hawija.
O ministério disse que 20 pistoleiros foram mortos no acampamento, junto com três agentes do governo. Fontes militares disseram que os mortos foram 20 pessoas no acampamento e seis soldados.
A violência do amanhecer provocou ataques de represália.
Pelo menos 13 atiradores foram mortos em pontos de controle do Exército em Al Rashad e Al Riyadh, na província de Kirkuk, divulgou o Exército.