Internacional

Irã nega ligação com complô contra trem de passageiros

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Irã negou ontem envolvimento em um complô para sabotar um trem de passageiros no Canadá que a polícia diz ter recebido apoio de integrantes da Al-Qaeda no Irã.

A polícia canadense disse não haver nenhuma indicação de que o plano de atentado tenha sido patrocinado pelo Estado iraniano, país com o qual o Canadá cortou relações diplomáticas no ano passado. Também foi descartada uma possível ligação entre os planos e os atentados na Maratona de Boston, no último dia 15.

“Nenhum resquício de evidência em relação àqueles que foram presos e acusados foi fornecido”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, segundo a agência de notícias Mehr.

Segundo ele, as informações de ligação com a Al-Qaeda não são de forma alguma consistentes com a República Islâmica, e acrescentou que o Irã é contra “qualquer tipo de ação violenta que ponha em perigo vidas”.

“Nos últimos anos, o governo radical do Canadá colocou em prática um projeto para perseguir o Irã, e é claro que tem buscado essas ações hostis”, acrescentou.

Em setembro do ano passado, o Canadá cortou relações diplomáticas com o Irã devido ao seu programa nuclear, a sua hostilidade em relação a Israel e por causa do que Ottawa classificou como apoio do Irã a grupos terroristas.

Autoridades norte-americanas disseram que o ataque teria como alvo uma linha de trem entre Nova York e Toronto.

Dois suspeitos foram presos. Chiheb Esseghaier, 30 anos, e Raed Jaser, 35 anos, de Toronto, foram acusados pela polícia canadense de ter ligação com facções extremistas da Al-Qaeda com base no Irã e por conspiração para um ataque e para o assassinato de pessoas.

Segundo a polícia, os dois não são cidadãos do Canadá, mas estavam no país há tempo. Não foi divulgado sua nacionalidade nem a razão pela qual eles estavam na América do Norte.

Comentários

Comentários