Numa data tão emblemática como o famoso Primeiro de Abril, Dia da Mentira, convidaria para a palestra todos os comunistas e simpatizantes de Bauru, os mesmos que frequentam os auditórios da OAB para serem louvados como heróis.
Pediria a um deles, um único que fosse, para trazer um panfleto ou aquelas notas que eram enviadas para a impressa, feitas nos mimeógrafos dos aparelhos, quando assaltavam ou sequestravam uma autoridade brasileira ou estrangeira. Os que conheço traziam apenas a inscrição "viva a revolução" ou coisas tão idiotas quanto "na luta pelo comunismo" e "Justiça revolucionária". Deve haver algum com a palavra "democracia". Um só! Afinal, se depois de 1985 virou modismo falar assim, algum dos comunistas armados do passado, assassinos e terroristas, deve ter algo para contar sobre ele.
Sim, pois se assumem a paternidade da "democracia", talvez saibam como ela foi gerada. Não foi pela luta armada, treinada em Cuba e financiada com dinheiro soviético, aliás, dinheiro expropriado de uma nação cujo ditador enviou para a morte algo em torno de 20 milhões de russos que cometiam crimes contra o povo (os sempre temidos intelectuais, fazendeiros, escritores, jornalistas e muita gente comum que apenas não concordava com o regime). Tão pouco pelas lições democráticas ministradas pelos irmãos Castro, que estão no poder há 60 anos e o povo cubano ainda não aprendeu ou entendeu direito o que é a tal "democracia".
Não venham com a idiotice de dizer que "lutar contra os militares também foi lutar pela democracia". Isso tira o foco do problema maior, que era a própria revolução comunista. Aceitar essa tese seria aceitar como bela a luta entre traficantes de morro, afinal, não importa se um grupo é do mal, desde que ele mate os outros maus. Mas os militares apenas entraram numa guerra para a qual não pediram, usaram as armas escolhidas pelos "revolucionários", defenderam a pátria como juraram e, felizmente, venceram.
Entre-se numa prisão e se ouvirá 99% dos detentos dizendo que foram "perseguidos" pela polícia; este é o mesmo discurso dos comunistas, quando se referem ao triste período militar que, embora dispensável, foi necessário para impedir a implantação da ditadura proletária cubana que queriam impor aqui. Cada comunista que se apegou às indenizações e pensões é um covarde. E um covarde que abriu mão dos ideais pelo dinheiro republicano. Fingir-se democrata é apenas estelionato e falsidade. Mas, no Dia da Mentira, louvo meus votos a cada um deles. 31 de Março nunca terá sido em vão.
Ivan Goffi