A quadrilha que ateou fogo e matou uma dentista em um assalto no início da tarde de ontem, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), cometeu o crime porque ela só tinha R$ 30, disse o delegado Roberto Bueno de Menezes. Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 47 anos, foi morta no consultório dela, na rua Copacabana, Jardim Anchieta, por volta das 12h20, segundo a Polícia Militar. Ela teve o corpo incendiado com álcool e morreu no local do crime.
Segundo o delegado responsável pelas investigações do caso, o primeiro suspeito chegou ao consultório e disse à dentista que queria fazer uma consulta. Em seguida, um comparsa dele também entrou no local e anunciou o assalto. Eles encontraram um cartão bancário na bolsa dela e pediram a senha para fazer saques.
Uma testemunha que estava no consultório relatou à polícia que foi vendada e também teve pertences roubados, como relógio e celular. Ela afirmou que a dentista disse à dupla que a conta não tinha dinheiro, mas os bandidos insistiram e ao menos um deles tentou fazer saques em um caixa eletrônico de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis na região.
Minutos depois, o suspeito voltou e disse que só tinha R$ 30 no banco e queria mais dinheiro ou atearia fogo nela. Como a mulher insistiu que não tinha mais, um dos bandidos jogou álcool na dentista e ateou fogo antes de fugir.
Uma pessoa que estava próxima ao local do crime relatou ter visto quatro suspeitos fugirem em um Audi A3 preto com os vidros filmados.
A dentista morava no mesmo imóvel do consultório desde 2003, com os pais e uma irmã de 42 anos.