Internacional

EUA veem uso de arma química na Síria


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Agências de inteligência dos Estados Unidos acreditam que o governo da Síria provavelmente usou armas químicas em pequena escala, informou a Casa Branca ontem, acrescentando no entanto que o presidente Barack Obama precisa de fatos “confiáveis e corroboráveis” antes de tomar providências.

A surpreendente revelação levou parlamentares a pedirem imediatamente um envolvimento mais profundo dos EUA na guerra civil da Síria. A Casa Branca disse que a comunidade de inteligência dos EUA avaliou com “variados graus de certeza” que o agente químico sarin foi usado por forças ligadas ao presidente Bashar al Assad, mas observou que “a cadeia de custódia (dessa arma química) não está clara”.

Obama já havia dito que o uso de armas químicas na Síria, caso comprovado, seria um divisor de águas, mas o governo dos EUA deixou claro que será cuidadoso na reação, ciente que está das lições aprendidas no começo da Guerra do Iraque, há dez anos. Na época, o governo de George W. Bush usou informações imprecisas para justificar a invasão do país, alegando estar à procura de armas químicas, biológicas e nucleares que afinal não existiam.

A Casa Branca disse que a suspeita do uso de armas químicas se baseia em parte em amostras fisiológicas, mas um funcionário da Casa Branca não quis revelar quais são esses indícios - se amostras do solo, ou então sangue e/ou cabelos das vítimas.

A avaliação dos serviços de inteligência sobre o uso de armas químicas parece deixar os EUA mais próximos de algum tipo de ação, militar ou não.

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