A suspeita inicial de envolvimento de um funcionário no furto do equivalente a mais de R$ 244 mil em diversas moedas estrangeiras do Banco Daycoval em Bauru se confirmou com o depoimento do acusado ontem à Polícia Civil.
O atendente L.R.S. (somente as iniciais foram divulgadas pela polícia), 27 anos, fez um acordo com a instituição financeira em que se demitiu da empresa e pagará parceladamente o prejuízo provocado ao banco. Na esfera judicial, o rapaz irá responder a acusação de furto com atenuantes, condição que poderá influir na decisão do juiz sobre a pena.
Do total de R$ 244.398,00 retirados do cofre, foram recuperados somente R$ 117.649,00 em cédulas de dinheiro estrangeiro. Os restantes R$ 126.749,00 viraram cinzas.
O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, acrescenta que parte das cédulas recuperadas está parcialmente queimada e com odor de álcool.
O delegado relatou ontem que o acusado, responsável pela guarda do dinheiro do banco, se acostumou a fazer retiradas particulares dos valores e a proceder a reposição, sem o conhecimento do banco. Ao saber de uma auditoria na agência de câmbio, L.R.S. se viu em apuros e resolveu simular um furto.
De acordo com o delegado, o rapaz retirou o dinheiro antes do turno de trabalho, tentou queimar as cédulas e enterrou os valores. Arrependido do crime, o jovem percebeu que outras pessoas que trabalhavam na agência poderiam ser prejudicadas caso ocorresse uma investigação aprofundada. L.R.S. trabalhava com mais uma funcionária e seguranças terceirizados no Banco Daycoval, que instalou em 2011 uma casa de câmbio atendendo pequenas e médias empresas, na quadra 5 da avenida Getúlio Vargas.
O delegado conta que, na terça-feira passada (dia seguinte ao furto), um representante da empresa, encarregado de resolver o imbróglio, anunciou o desfecho do furto. O delegado conta que L.R.S. levou o responsável do banco até o lugar em que queimou e enterrou o dinheiro, em um local próximo a uma estrada de terra nas imediações do aeroporto. Granja comenta que o acusado ficou seduzido pela situação de ter a guarda do dinheiro.