Polícia

Trânsito: 3 mortes em uma semana

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Éder Azevedo

Marlene Lima, mãe de Paulo: “Era virarmos as

costas para ele emprestar a moto de alguém e sair”

Mais uma morte foi registrada no trânsito de Bauru. Dessa vez, a vítima tinha 18 anos e, segundo a família, não era habilitada e pilotava uma motocicleta emprestada. O acidente aconteceu na rodovia Marechal Rondon (SP-300) na altura do trevo de acesso ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) I e II, onde o rapaz perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma estrutura metálica ao centro da pista. Paulo César Massanaro é a terceira vítima fatal do trânsito em menos de uma semana na cidade, que já contabiliza 16 mortes neste ano em ruas, avenidas e rodovias.

“Era virarmos as costas para ele emprestar a moto de alguém e sair. Sempre falamos e brigamos por isso, mas não adiantava. Ele acreditava que nada iria acontecer”, lamenta Marlene Alves de Lima, 38 anos, ainda em estado de choque com a morte do filho.

Paulo César Massanaro não tinha Carteira Nacional

de Habilitação

Paulo César, segundo a família, não possuía habilitação e estaria voltando de uma festa em um clube próximo ao distrito de Tibiriçá, quando perdeu o controle da Honda CG e chocou-se contra uma estrutura metálica de segurança no canteiro da pista.

O impacto resultou em ferimentos no peito e na cabeça do rapaz, que não resistiu e morreu durante o atendimento médico.

Na garupa da moto estava um amigo e vizinho de Paulo de 17 anos, que também sofreu ferimentos e foi levado ao Pronto-Socorro Central (PSC), onde permanecia em observação.

A família não soube informar quem seria o proprietário da motocicleta. “Ele fez 18 anos em agosto, estava se preparando para tirar carta. O sonho dele era ter uma moto, mas essa era emprestada de alguém, que ainda não sabemos quem é”, comenta a tia do rapaz, Rosenalva Alves 35 anos, dizendo que sempre alertava o sobrinho sobre o perigo.

Reincidência

Ainda de acordo com a tia, o rapaz já teria sido vítima de outro acidente há oito meses, quando sofreu uma queda ao desviar a motocicleta que dirigia de um cachorro em uma rua do Jardim Ferraz.

Paulo trabalhava como servente de pedreiro e morava há alguns anos com a avó, no Parque Jaraguá. “Apesar do jeito teimoso e aventureiro, ele era um menino bom. Gostava de cuidar da família e fazia companhia para a avó”, completa Rosenalva.

Paulo deixa a mãe, o pai, Aparecido Massanaro, e mais sete irmãos, André Massanaro, Driele Massanaro, Daiane Cristina Massanaro, Abraão Massanaro, Isac Henrique Massanaro, Roberta Pereira e Vinícius Pereira.

O corpo foi velado ontem no Centro Velatório São Vicente e o enterro ocorreu às 16h30 no cemitério do Jardim Redentor.


Mais mortes

A morte de Paulo César Massanaro entra para as estáticas da violência no trânsito da cidade como a 16ª vítima em 2013 e o terceiro caso em menos de uma semana, todos envolvendo motocicletas.

Conforme o JC divulgou, na noite do último sábado o pedreiro Rafael Vagner Lima Batista, de 27 anos, também não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão de sua motocicleta com uma caçamba na quadra 14 da rua Carlos Marques, no Jardim Bela Vista. O rapaz também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A segunda morte registrada nesta semana foi da promotora de vendas Juliana Aparecida Barbosa Gabriel Ferreira, de 32 anos, na última segunda-feira, cerca de três horas após colidir sua Honda CG contra uma BMW, no cruzamento das ruas Uruguai e México, na região da Vila Independência. Na ocasião, Juliana seguia a caminho do trabalho.

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