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Falha humana causou mortes em ressonâncias em Campinas, diz polícia

Folhapress
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Reprodução

Falha humana teria causado as três mortes em Campinas, segundo a polícia

As três mortes de pacientes que se submeteram a exames de ressonância magnética em janeiro no hospital Vera Cruz, em Campinas, foram causadas por falha humana nos procedimentos, informou nesta quinta-feira (25) a Polícia Civil.

Segundo a apuração, uma auxiliar de enfermagem recém-contratada aplicou perfluorocarbono nos pacientes.

O produto, usado para melhorar a visualização das imagens, porém de forma não invasiva, ou seja, sem ser injetado, foi confundido com um soro pela auxiliar.

Segundo o delegado José Carlos Fernandes da Silva, essa auxiliar de enfermagem, que não teve o nome divulgado, injetou por engano 10 ml nas vítimas, pensando se tratar de um soro que é aplicado antes do contraste.

O perfluorocarbono ficava guardado em uma gaveta que era de conhecimento dos profissionais mais antigos.

"Após 30 ou 40 minutos, as vítimas morreram por embolia gasosa, o que o produto provoca", disse Silva. "Não tinha problema no contraste, como inicialmente se acreditava", completou o delegado.

As três vítimas - Mayra Monteiro, 25, Pedro Ribeiro Porto Filho, 36, e Manoel Pereira de Souza, 39 - sentiram formigamento após o exame e morreram no hospital.

A polícia descartou ter havido dolo (intenção de matar) e afirmou que irá individualizar a conduta de todos os envolvidos antes de fazer o indiciamento.

De acordo com Silva, a investigação do que levou à morte dos pacientes levou mais tempo do que deveria - três meses - porque "o local não foi preservado" pelos funcionários do hospital, que retiraram do local dos exames os produtos a fim de fazer uma apuração própria.

A reportagem não conseguiu contato com os responsáveis pelo hospital Vera Cruz na noite de hoje.

 

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