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Sinal amarelo - 2

Edson Valentim de Freitas Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Recentemente pudemos externar aqui no JC nossa preocupação com a administração reativa de nossa cidade. Coincidentemente, na última sessão legislativa, diversos vereadores usaram a tribuna e expuseram pensamentos muito semelhantes em suas falas. Uma de minhas preocupações foi a forma como vemos nosso prefeito sem norte e carecendo de capacidade administrativa de longo prazo. Um líder, como se espera seja o prefeito, não pode olhar apenas para o hoje. No entanto, sabemos que político não faz nada sem que isso lhe seja revertido em votos. Jovem, com todo um futuro político pela frente, sentado sobre 82% de votos da última eleição, com sua demonstrada incapacidade de planejamento, corre de um lado para o outro a buscar alternativas de onde buscar recursos, pois não sabe administrar sem sobra no caixa.

Publicamente tem declarado que deseja buscar mais endividamento para a já endividada Bauru, através do PAC da mobilidade, sem nem mesmo ter resolvido a dívida da Cohab. O argumento é que as condições são atrativas e a arrecadação tende a crescer. Pensou a mesma coisa para o atual orçamento e a arrecadação não cresceu ? e ainda teve diminuição de receitas. É como aquele sujeito que comprou o carro financiado em 60 meses, com a entrada para 90 dias, que passa por uma loja e vê a promoção de uma TV 60¨ de última geração, com preço e condições de pagamento muito boas e pensa: não posso perder essa oportunidade, pois possivelmente terei aumento de salário. Compra a TV, não tem o aumento salarial esperado, passam-se os 90 dias e a prestação do carro vence juntamente com a da TV, e quem paga o pato são os filhos que ficarão sem roupa ou calçados decentes pra poder pagar prestações não planejadas. A diferença é que aqui no exemplo o pai continuará sendo pai, mas na cidade o prefeito sairá e o rolo financeiro ficará para os próximos.

Outra evidência dessa falta de organização e planejamento é a ênfase que o prefeito demonstrou de usar o FTE (Fundo de Tratamento de Esgoto), como publicado hoje (26/04). Ora, aqui cabem duas questões: primeiro, porque alterar a destinação de uma verba carimbada? Será mais um sinal da incapacidade de administrar sem verba sobrando no caixa? Segundo, o FTE é uma cobrança que eu, como munícipe, pago para um fim específico e quero vê-la usada para esse mesmo fim. E mais, se a liderança municipal já fez tanta propaganda dos mais de 100 milhões aprovados pelo governo federal para o tratamento do esgoto de Bauru, seria justo que, se não mais precisarão usar meu dinheiro para o fim que o destinei, então que o mesmo me seja devolvido. Não gostaria nem um pouco de ver a cidade recebendo o recurso para o esgoto e o dinheiro que compulsoriamente contribui para ele ser usado politicamente e sem planejamento, principalmente em período eleitoral.

O autor, Edson Valentim de Freitas Filho, é pastor e professor de Ética Cristã

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