Com 100% de aproveitamento até a rodada passada, o Falcão entrou em campo ontem pela manhã como favorito, mas perdeu a invencibilidade ao ser derrotado por 3 a 1 para o Independência, em jogo muito disputado do começo ao fim, no Estádio Distrital José Carlos Galvão de Moura, no Núcleo Gasparini.
As finalizações tornaram-se o principal mérito do Indepa, tradicional time do futebol amador bauruense. A equipe concretizou as três chances de gol criadas em partida da Primeira Divisão da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA). A primeira delas foi aos 17 minutos do primeiro tempo, quando o centroavante Diegão abriu o placar numa cabeceada na área, após um cruzamento da linha de fundo.
O empate veio praticamente dez minutos depois, após um falta próxima ao meio de campo. Na área, Tobias aproveitou, cabeceou e marcou. Nem um minuto depois, o terceiro gol da partida foi marcado por Ande, camisa 10 do Indepa, e conseguiu desestabilizar o time da Vila Giunta.
Divisor de águas, o segundo gol do Independência veio de um bate-rebate na área, depois de outra cobrança de falta. Porém, a bola balançou a rede porque o goleiro Vina a soltou. Para os jogadores do Falcão, o camisa 1 tomou falta, mas o árbitro Paulo Henrique de Almeida não compartilhou da mesma opinião e o jogo seguiu.
Apesar do placar desfavorável, o time da Vila Giunta continuou batalhando até o final do primeiro tempo diante de uma equipe que mostrou pegada, boa marcação e se fechou principalmente no segundo tempo, quando saiu o último gol da partida, aos 4 minutos. O tento foi marcado pelo ponta esquerda Luizinho.
“O Independência não começou tão bem o campeonato, mas está evoluindo. Conseguimos fazer gol em 90% das finalizações”, comentou o técnico André Fortunato. Já treinador do Falcão, Alonso Ramos dos Santos, apontou o toque da bola como a principal dificuldade do time e destacou duas defesas difíceis feitas pelo goleiro adversário. Sem elas, talvez o placar fosse outro.
Sem violência
A torcida do Falcão afixou ontem no Distrital uma faixa contra a violência e pedindo paz no futebol. Para Denis Ramos, 31 anos, e Nuno Horne, 28 anos, o objetivo é conscientizar torcidas e, assim, evitar eventuais brigas em campo, como já aconteceram inclusive neste campeonato.