“Não dá para mensurar o tanto de sofrimento que passamos. Queremos virar esta página”. É o que afirma a servente Rosângela Bispo Manso, 51 anos. Desde 2000, ela busca justiça pelo assassinato brutal de sua sobrinha Nathaly Belchiario Manso, que tinha 15 anos na época. Hoje, três acusados de cometer o crime passarão pelo júri popular no Fórum de Bauru.
O crime ocorreu em maio de 2000, no Núcleo José Regino, onde a vítima morava. Um grupo de pessoas invadiu a casa da garota pela noite e espancou a adolescente e sua mãe, com 32 anos na época. Ambas foram encontradas bastante machucadas. “Tinha mais duas crianças lá. Elas viram tudo”.
Nathaly passou uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB). Contudo, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu por traumatismo craniano.
A mãe de Nathaly Manso conseguiu sobreviver. Não sem sequelas. “Ela perdeu parte da visão e parcialmente outros sentidos, como o olfato. Fora todos os transtornos psicológicos que teve. Até hoje, ela não consegue falar sobre o caso”, conta Rosângela.
As investigações da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) apontaram três pessoas como responsáveis pelo crime: duas mulheres e um homem. Como a Justiça irá decidir somente hoje se são culpados ou inocentes, os nomes foram preservados pela reportagem.
O ponto final para a família é a condenação dos três réus. “Só a gente sabe o quanto é difícil”, finaliza a tia da vítima.