Dionathan Celestrino, o ‘Maníaco da Cruz’, afirmou ser um matador de aluguel, em uma entrevista concedida ao site paraguaio "Amambay Noticias". Celestrino foi condenado por ter matado três pessoas na cidade de Rio Brilhante, a 160 km de Campo Grande, em 2008, quando tinha 16 anos.
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O 'Maníaco da Cruz' matou três pessoas e disse que colocava os corpos em forma de cruz para disfarçar |
Ele foi capturado pela polícia paraguaia na cidade de Horquetas. No Paraguai, o jovem vivia em uma pensão para homens solteiros e chegou a se matricular em um curso do idioma guarani. Celestrino foi entregue à polícia brasileira nesta terça-feira (30) e está em Ponta Porã (MS).
O ‘Maníaco da Cruz’ ficou conhecido assim por deixar os corpos de suas vítimas colocados em forma de cruz. Ele contou que usava essa medida para despistar os policiais e fazer todos acreditarem que ele seria um assassino em série.
"Agora vão me pegar para eu falar para quem eu matava. Eu matei todas as vítimas a mando de uma só pessoa", revelou sem, no entanto, dizer quem seria o mandante dos crimes.
A Polícia Civil acredita que a revelação de Celestrino não passa de uma "fantasia", pois ele já foi diagnosticado com problemas psiquiátricos.
"Maníaco" diz que matava por dinheiro
Celestrino foi entregue à polícia brasileira pelas autoridades do Paraguai e se encontra temporariamente preso no 2º DP de Ponta Porã (MS).
A Polícia Civil aguarda a Justiça decidir o destino de Celestrino, que estava internado na Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã, quando fugiu, no último dia 3 de março.
Na ocasião, ele aguardava transferência para um hospital de custódia, já que tem problemas psiquiátricos.
Crimes
Em 2008, com apenas 16 anos, Celestrino matou três pessoas. O pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, a frentista Letícia Neves, de 24 anos, e a estudante Gleice Kelly da Silva, de 23 anos, esfaqueadas ou estranguladas. Todas tiveram os corpos colocados em forma de cruz.
O jovem se considerava uma espécie de justiceiro, elegendo suas vítimas depois de interrogá-las sobre a crença em Deus e sobre a vida sexual.
Para Celestrino, pessoas consideradas "impuras" deveriam ser mortas. Na época, uma adolescente de 17 anos conseguiu escapar da morte depois de convencer o assassino de que era virgem.
