O corte de duas árvores na rua Doutor Adolpho Lutz, quadra 1, próximo à Beneficência Portuguesa, está gerando polêmica entre taxistas e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).
Realizada no último domingo, em frente a um imóvel em reforma, a supressão deixou revoltado o grupo de taxistas que trabalha no local. Adílson Tavares, que está no ponto há sete meses, disse que as árvores tinham excelentes condições e não havia o porquê de serem podadas.
Adílson ainda ressalta que a proprietária queria o corte das árvores por julgar que elas atrapalhavam a visão de seu imóvel, mas que elas não tinham problemas nem ofereciam perigo para serem cortadas. “Desde 2008 estamos impedindo a proprietária do imóvel de cortar as árvores, e estando lá todos os dias como nós estamos, temos propriedade para afirmar que as árvores eram extremamente saudáveis”, diz o taxista.
Em resposta, a Semma explicou que a autorização já havia sido pedida há um tempo, e que as duas árvores estavam em frente à casa da responsável pelo pedido. “Mandamos um técnico averiguar as condições das árvores e no laudo consta que elas já estavam em estado ruim, além de estarem com formigas e fungos, por isso foi autorizado o corte para posterior substituição”, explica Cláudio Sampaio, diretor do departamento zoobotânico da secretaria.
Ainda segundo Cláudio, o prazo para substituir uma árvore cortada é de 15 dias, portanto dentro do regulamento. Mas, em matérias recentes sobre o mesmo tema, o titular da Semma, Valcirlei Gonçalves, contou que a pasta recebe vários pedidos de supressão e poda apenas porque a árvore atrapalha a visibilidade de estabelecimentos. A Semma tem dificuldades operacionais em agir com rigor em fiscalização contra corte de árvores, sujeiras em praças e também com queimadas urbanas.