Polícia

Índio é preso por agredir companheira grávida

Thiago Vendrami
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Thiago Vendrami

Índio é preso por agredir mulher no quarto de hotel, em Bauru

Um índio da tribo Terena, de Campo Grande (MS), foi preso na noite desta quinta-feira (2), por agredir sua companheira em um quarto de hotel, na rua Primeiro de Agosto, no Centro, em Bauru. Com sangramento vaginal e diversos hematomas causados pela possível tentativa de sufocamento, a vítima - que está grávida - foi socorrida e levada para o Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru.

De acordo com policiais que atenderam a ocorrência, após denúncia de que uma mulher estaria gritando por socorro em um dos quartos do hotel, bateram no local e foram recebidos por Juliano Junqueira, de 30 anos, com agressividade, sendo necessário o uso de força moderada para conter o índio, que foi encaminhado algemado até o plantão policial, onde recebeu voz de prisão em flagrante e foi enquadrado na lei Maria da Penha.

A vítima, A.C.B.S., de 20 anos, que é de Senhor do Bonfim (BA) e não tem origem indígena, foi encontrada com marcas no rosto que indicavam a gravidade dos golpes recebidos de seu companheiro, com quem diz se relacionar há um ano. Mas esse tempo foi contestado por um homem que se identificou como parente de Juliano, que diz que os dois teriam se conhecido em dezembro de 2012 e questiona se o filho que ela espera é dele. A gestação está entre 2 e 3 meses.

O casal teria vindo a Bauru participar do evento Abril Indígena e, segundo apurado pela reportagem, estariam com três diárias atrasadas no hotel. O prejuízo, que ainda não foi calculado, é bem maior, já que o quarto foi bastante danificado pelo agressor.

Funai pode prestar apoio

Uma das funcionárias da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Bauru, que não quis ter sua identidade revelada, informou que o índio é cadastrado e amparado pela Lei 6001, o Estatuto do Índio, e poderá ter suporte jurídico de advogado indicado pela Fundação. Para isso, há a necessidade de solicitação do delegado que estiver à frente da ocorrência.

Mesmo respondendo o crime pela lei civil, Juliano poderá responder uma lei tribal, indicada pelo cacique de sua aldeia, em Campo Grande, que pode ser de reclusão sem contato com pessoas de fora e/ou de prestação de serviços à comunidade.

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