Arquivo/Douglas Reis |
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Base da Polícia Rodoviária de Agudos estava na lista das que seriam fechadas |
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, anunciou que o projeto de fechamento de 50% das bases de Polícia Rodoviária no Estado de São Paulo, apresentado pelo comando da Polícia Militar (PM), não será implementado. A informação do possível fechamento foi veiculada com exclusividade pelo JC na edição do dia 5 de abril deste ano.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou oficialmente a decisão, porém não apontou os motivos da reprova do projeto apresentado.
“A Secretaria de Estado de Segurança Pública informa que o estudo de fechamento das bases da Polícia Rodoviária, realizado pela Polícia Militar, não será mais implementado. Ou seja, por determinação pelo próprio secretário de Segurança, não haverá mais o fechamento das bases”, dizia o comunicado enviado pela assessoria de imprensa.
Projeto
A justificativa do Comando Geral da Polícia Militar (PM) do Estado é que o fechamento faz parte de uma reestruturação a fim de liberar mais policiais para fiscalizar as rodovias. Conforme noticiado pelo JC, o projeto, que previa a extinção de 62 das 129 bases de Polícia Rodoviária existentes no Estado, foi feito com o objetivo de intensificar as fiscalizações nas rodovias.
“Dentro das bases, os policiais realizam uma fiscalização muito restrita”, disse o coronel Benedito Roberto Meira, comandante-geral da PM no Estado, em entrevista recente. Entre os postos que poderiam ser fechados, estavam o de Agudos (13 quilômetros de Bauru) e o de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). Questionado pela reportagem se a medida também seria uma maneira de cortar custos, Meira confirmou que sim, justamente pelos gastos de manter a base operacional.
O comandante-geral da PM no Estado explicou ainda que cada base precisa ter, no mínimo, cinco policiais. Com isso, a expectativa era de que o fechamento liberasse aproximadamente 380 policiais rodoviários para intensificar a fiscalização nas rodovias.
