Àquela altura, 38 candidatos já haviam sido eliminados. O clima era dramático e tenso. Apenas Di Presley e Elvinho podiam ser eleitos o melhor cover do Rei do Rock. Os organizadores faziam suspense e um coro de dezenas de pessoas que foram ver a final do concurso, ontem, no Círculo Militar, em São Paulo, repetia: "El-vi-nho!".
Era clara a preferência pelo paulista -Álvaro Martins, 33-, o mais aplaudido nas apresentações dos dez finalistas, momentos antes. Sua versão de "Suspicious Minds" conquistara as mulheres presentes. Do outro lado estava o advogado gaúcho Di Presley, também conhecido como Diogo Leichtweis, 32, que levantara o público ao tocar "Unchained Melody" no teclado. Mas o gesto -proibido pelo regulamento- custou 25 pontos ao cover, ou, melhor dizendo, ETA ("Elvis Tribute Artist", como são chamados).
Para tristeza da plateia, venceu o gaúcho. Ganhou R$ 3.000 e o direito de participar do concurso de ETAs promovido pela mesma empresa em Memphis, EUA, em agosto.