Pelo menos 15 pessoas morreram nesta segunda-feira (6) após um ataque a bomba a um comício de um partido político islâmico na Província de Kurram, no noroeste do Paquistão. O ataque acontece a seis dias da eleição geral no país.
A ação faz parte de uma série de atentados feitos contra partidos políticos desde o início da campanha, no fim de março. A maioria das ações foi atribuída ao grupo armado Taleban e já causaram a morte de mais de 70 pessoas, dentre eles militantes dos três maiores partidos do país.
A explosão aconteceu em um encontro do partido Jamiat Ulema e Islam, na região de Sewak, no momento em que começava o discurso de um candidato a deputado. Segundo o gabinete do primeiro-ministro, a explosão foi provocada por um homem-bomba.
Cerca de 3.000 pessoas estavam reunidas no evento. Além dos dez mortos, outros 40 espectadores ficaram feridos, incluindo um dos candidatos, Ainudin Shakir. As autoridades afirmam que o alvo era outro postulante, Munir Orakzai.
O atentado foi condenado "energicamente" pelo primeiro- ministro interino, Hazar Khan Joso, que em uma nota expressou seu "pesar pela perda de vidas inocentes". O partido atacado foi a agremiação islâmica com maior presença parlamentar na última legislatura.
O líder do partido, Fazlur Rehman, foi alvo de dois sangrentos atentados há um ano que tiraram a vida de quase 30 pessoas na Província de Khyber-Pajtunjwa, vizinha a zonas tribais que são ocupadas pelo Taleban.
Com um discurso ambíguo sobre o problema da violência do Taleban, em algumas ocasiões quase justificando, o partido compete com o partido de Imran Khan para conquistar os votos de religiosos conservadores de Khyber-Pajtunjwa.