Esportes

Kung fu: tentativa de abertura

Da Redação
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O kung fu, que vem crescendo no Brasil, tenta agora ser incluído na relação de modalidades dos Jogos Abertos do Interior. A Federação Paulista de Kung Fu / Wushu, juntamente com a Confederação Brasileira de Kung Fu, encaminhou pedido à Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude com a intenção de entrar nos Jogos Abertos.


De origem chinesa, o kung fu chegou ao Brasil na década de 1960, com o Grão Mestre Chan Kowk Kai, que veio para a cidade paulistana e começou a ministrar aulas na Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a Federação Paulista de Kung Fu, a modalidade possui cerca de 50 mil praticantes em todo o País, sendo metade deles no Estado.


A Federação entende que a inserção do esporte dentro dos Jogos Abertos é importante para que projetos para a formação de novos valores sejam elaborados, através de convênios entre o Estado e os municípios.


Neste ano, os Jogos Abertos do Interior serão disputados em Mogi das Cruzes. No ano passado, Bauru sediou o evento, e a cidade já se dispõe a voltar a organizar a competição nos próximos anos – 2015 ou 2016, uma vez que a edição do ano que vem deve ocorrer em Cotia.


Em Bauru


A exemplo do que ocorre no restante do Estado de São Paulo e no Brasil, o kung fu cresceu em número de participantes nos últimos anos em Bauru. A modalidade começou a se projetar na cidade em meados da década de 1990, e atualmente existe mais de uma equipe em Bauru.


A mais antiga é a Academia “Garra de Tigre”, comandada por Richard Leutz, um dos incentivadores da modalidade na Cidade Sem Limites, desde 1995. De lá, saíram outros atletas que atualmente possuem suas próprias equipes, como Marcelo Yamada, Ana Cláudia Fatia e João Oliveira.


Leutz estima em cerca de mil praticantes na cidade. “O kung fu cresceu em Bauru e estimamos em cerca de 80 atletas que disputam campeonatos regularmente, de maneira competitiva. Mas os praticantes em geral, aqueles que também estão no esporte por lazer ou pela saúde, acredito que tenhamos cerca de mil em Bauru”, destaca Richard Leutz, que está confiante na inclusão da modalidade nos Abertos.


“É uma questão política também, claro, mas vários políticos do Estado já estão a favor da entrada do kung fu nos Jogos Abertos, o próprio Lars Grael, que já foi secretário, disse que apoia também”, destaca.

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