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Previsão de 2013 para o Brasil

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 3 min

Nada vai mudar, como vem acontecendo nos últimos trinta anos neste país abençoado por terras férteis, minérios em abundância, petróleo até na camada do pré-sal, extensão territorial marítima com farta opção de pescados, além, é claro, de um leque sem igual de lugares para turismo interno e externo. E nada muda, porque a classe política que aqui habita efetua um loop pernicioso onde, ao governar, nega o acesso à educação de qualidade para aqueles que, via de regra, os elegem, num círculo vicioso e maldito para as esperanças deste próprio povo.

Nas duas gestões de FHC a inflação foi domada com a aplicação do plano econômico real, mesmo assim, nada mudou para a grande maioria. Lula ficou então mais oito anos e transformou alguns benefícios de FHC em moedas de troca por votos e sua reeleição. Reeleição possível graças à ideia nefasta do próprio FHC, diga-se de passagem. Com a utilização de algumas medidas populistas, o PT levou as classes C, D e E ao paraíso das compras, dos crediários e das dividas que até então somente a classe média possuía por meios de carnês a perder de vista. Numa economia volátil, isso é tão bom quanto perigoso aos que agora são favorecidos.

Mas ao mesmo tempo, não investiu em educação, saneamento básico, saúde e habitação, ficando, assim como FHC, nos nomes pomposos de planos de ação sem planejamento, sem controle de gastos e obviamente sem resultados palpáveis. Hoje o país arrecada em números gerais R$ 1,5 trilhão em impostos de toda natureza nas três esferas de governo. Ao mesmo tempo somente o governo federal gasta R$ 197 bilhões com uma máquina administrativa inchada e mal distribuída por mais de 40 ministérios. Este número é um desrespeito. O governo gasta ainda outros R$ 184 bilhões com despesas de custeio. Enquanto dispõe, a título de exemplo, de R$ 32 bilhões com benefícios a idosos e portadores de deficiências físicas. Nada muda na distribuição de renda que privilegia a classe dominante e o alto empresariado em detrimento de milhões de brasileiros da classe média, que ao mesmo tempo é a que mais paga tributos e sustenta boa parte das demais classes sociais do país e este governo inepto.

O ano de 2013 muda apenas na numeração milenar, pula um ano a mais, porém não altera a perspectiva de termos mais uma ano com: 1- Congresso ocioso, votando apenas e tão somente coisas de interesse do governo ao invés de votar por pautas significativas como as reformas Política, Fiscal e Tributária, por exemplo. 2- Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais continuaram subservientes ao poder estabelecido formando verdadeiras barreiras facciosas em prol da chamada "Base governista", que mais se assemelha de uma Base Mafiosa. 3- A carga tributária não vai diminuir, assim como não recuarão os gastos públicos com pessoal e mordomias inaceitáveis em viagens e outros gastos nababescos dos governos nas suas três esferas. 4- Nada mudará na Saúde Pública, Educação, Segurança, Habitação e Saneamento Básico, que apesar de terem recursos nos cofres públicos não saíram do papel em forma de projetos e ações concretas para tirar o país do lodo em que está na comparação com países menores e mais pobres. 5- Não teremos mudanças no Poder Judiciário, que virou anexo do Poder Executivo no país. Os nossos juristas e legisladores não vão alterar significativamente as leis brandas que favorecem criminosos comuns, corruptos e a impunidade no que chamo de SPA Mundial da Corrupção. 6- Julgamentos como o do mensalão atraem holofotes, mas não valem absolutamente nada se não tiverem continuação com a prisão dos bandidos julgados e a extensão para outros casos como Privataria Tucana, Caso Cachoeira, Mensalão Mineiro e Operação Porto Seguro, entre tantas que aparecem nos jornais .

Ao final de 2013 vamos conferir tudo isso e com certeza reescrevê-lo como se fosse 2014. Acrescentando apenas os gastos obscenos do governo com a realização da Copa do Mundo de futebol no país. Gostaria de estar errado, mas não creio. O tempo me auxilia na minha convicção.

O autor, Rafael Moia Filho, é dirigente da Bauru Transparente ? Batra ? e colaborador de Opinião

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