Tanto de um lado como de outro, ninguém nesse embridar detém a verdade verdadeira para poder se vangloriar. O primeiro, realmente no decorrer de sua vida dedicada à submissão da hierarquia, acabou cuspindo no prato que comeu (e muito bem) nas décadas vividas no regime acatado, para ao final dela, considerando que seus objetivos não seriam alcançados jamais, apelou ao famoso: ou dá ou desce. Desceu! Fosse num regime militar, o pelotão de fuzilamento já teria sido acionado há tempos, sem eira nem beira. Militar não cospe no prato que come. E se quiser cuspir, cai fora antes disso.
O outro, para poder sair do ostracismo que vive desde sua chegada à província, vindo de Franca, teve o mérito de aceitar ponderações de sua "assessoria" que não se sentia qualificada para descascar tremendo abacaxi, tanto que, no decorrer de décadas passadas, "conviveu" com o agora alcunhado "rebelde". Resolveram convidar um perito qualificado a deglutir o "Ananas sativus" e emitir desagradável e constrangedora medida atingindo a sociedade provinciana como um todo, considerando a "plurália tântum" reinante na sociedade atual que deixou para trás algumas centenas de anos de trevas e ignorâncias.
Francisco tem razão, afirmam hoje os vaticanistas especialistas nas "coisas" romanas. E é verdade! Tanto que vai sofrer muito para colocar o barco que se encontra à deriva, e para coloca-lo em condições de navegabilidade, sua vida de antanho serve muito bem como fiador desse objetivo.
Aliás, Francisco talvez seja o único que me dá esse alento, já que abandonei há muitos e muitos anos essa convivência com a hipocrisia. Quanto ao dito "rebelde", sacode a poeira e dá volta por cima.
Nicanor Amaro da Silva Neto