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Azevêdo pretende ressuscitar OMC

Folhapress
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Roberto Azevêdo, escolhido anteontem para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC), é em todos os aspectos a essência do diplomata brasileiro: um negociador bem articulado, competente e suave, com um talento especial para convencer os seus adversários.

Diplomata de carreira, com duas décadas de experiência em lidar com disputas comerciais, Azevêdo precisará mais do que nunca dessas qualidades para vencer as diferenças entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, caso queira reiniciar as negociações comerciais globais paralisadas e dar vida nova à OMC em Genebra.

É uma tarefa enorme. Com a economia mundial ainda em dificuldade, o protecionismo está em ascensão e a fé no livre-comércio, e na própria OMC, está enfraquecida em muitos países.

Azevêdo construiu sua carreira advogando para um país com antecedentes pouco impressionantes na defesa do livre-comércio. O Brasil é a mais fechada das grandes economias das Américas, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), e desempenhou um papel fundamental ao descarrilar as negociações na última década para criar uma área hemisférica de livre-comércio.

Mas, Azevêdo insiste que as políticas comerciais do Brasil, frequentemente criticadas, não vão influenciar suas ações como diretor-geral da OMC, quando assumir o cargo no lugar do francês Pascal Lamy em 1 de setembro.

Derrotados na eleição da OMC, os embaixadores dos Estados Unidos e da União Europeia prometeram apoiar a gestão de Azevêdo.

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