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Reféns raramente sentiram o calor do sol

Folhapress
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Durante os dez anos em que viveram no cativeiro em Cleveland, até segunda-feira, Amanda,  Georgina e Michelle puderam raramente sentir o calor do sol.

Eram curtos e raros os intervalos em que um de seus opressores, Ariel Castro, as deixava circular pelo quintal nos fundos da casa, segundo informou o chefe da polícia de Cleveland, Michael McGrath.

Cordas e correntes

Correntes e cadeados foram encontrados pelos investigadores, que ocuparam a casa desde que Amanda conseguiu, aos gritos e pontapés, atrair a atenção de vizinhos.

Após as buscas no imóvel, agentes do FBI ainda procuram entender em que situação e em quais cômodos da casa as vítimas permaneceram. Vizinhos ouvidos pela mídia local afirmam que há no imóvel um lugar que pode ter criado condições que dificultaram a descoberta: um escuro e úmido porão de onde seria impossível ouvir qualquer pedido de socorro.

Bom humor

As jovens sequestradas  mostram bom humor ao voltarem para casa, contam familiares. Nenhuma das três mulheres fez declarações publicamente sobre como foi seu confinamento, apesar de uma expectativa de que Amanda, elogiada pela polícia por ter tido a coragem de gritar até romper a prisão, concedesse entrevista a jornalistas que aguardavam ontem na porta de sua casa.

Além das informações amplamente divulgadas desde seu desaparecimento em 2003, o que se conhece de Amanda é apenas a voz desesperada que ligou para a polícia dizendo: “Sou Amanda Berry. Estive no noticiário por dez anos. Estou livre”.

Chocados, vizinhos agora se cobram por jamais terem desconfiado da paisagem de horror escondida na casa.

“Há dois anos, vi Ariel com uma mulher nua no quintal dos fundos. Foi muito estranho”, disse Faliceonna Lopez à CNN.

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