Bairros

Homem é suspeito de estuprar enteada

Da Redação com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) apura a denúncia de um suposto estupro cuja vítima seria uma menina de apenas seis anos de idade. A queixa foi prestada anteontem pela tia da criança, que relatou que os abusos teriam sido praticados pelo ex-marido de sua irmã – mãe da garota.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no Plantão Permanente da Polícia Civil, a menina teria contado à tia que o ex-padrasto, por diversas vezes, teria introduzido a mão dentro de sua calcinha e manipulado seu órgão genital. À polícia, a mulher explicou ainda que o suspeito esteve casado com sua irmã por um ano e que, há cerca de sete meses, o casal havia se separado.

No entanto, somente ontem a criança teria revelado as agressões sexuais de que foi alvo. Ainda segundo o registro policial, a menina já teria visto o ex-padrasto abusar sexualmente da própria filha, de 7 anos. Segundo o JC apurou, o caso chegou à mesa da titular da DDM, Priscila Alferes, no final da tarde de ontem, horário em que a reportagem não conseguiu contatá-la.

Mais cedo, a delegada revelou que outro caso que chocou a cidade recentemente deverá ter a hipótese de estupro descartada. Trata-se de uma criança de três anos que voltou para casa com ferimentos na vagina, depois de passar o dia em uma escola municipal, no final do mês passado.


Sem indícios

Foi a avó da vítima, uma mulher de 57 anos, quem notou marcas de sangue na calcinha da menina quando foi dar banho nela. A mulher procurou a Polícia Civil, que iniciou as investigações.

Na Maternidade Santa Isabel, a menina foi submetida a exames periciais que apontaram a existência de “manipulação genital e/ou conjunção carnal”. Mas, segundo da titular da DDM, tudo leva a crer que a vítima tenha se ferido acidentalmente em alguma brincadeira sem qualquer cunho sexual, ainda dentro da escola.

“Ela foi submetida a uma série de testes psicológicos e, em nenhum momento, verbalizou ou deu indícios de que foi abusada. Também ouvimos parentes e funcionários, que relataram que, tanto no ambiente escolar quanto familiar, a criança praticamente não mantém contato com adultos do sexo masculino”, observa.

Priscila acrescenta que, para concluir o inquérito, ainda precisa ouvir o médico da maternidade responsável pelo laudo que constatou ferimentos no órgão genital da vítima. A delegada também aguarda o exame do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru que poderá detectar eventuais resquícios de sêmen na calcinha da criança. O resultado deve ficar pronto em cerca de 30 dias.

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