O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu ontem denúncia à Justiça contra oito pessoas presas na última segunda-feira na Operação Injustiça, acusadas de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e prevaricação (leia mais abaixo). No final da tarde de ontem, a Justiça concedeu liberdade a uma oficial de Justiça e um dos localizadores.
A etapa da prorrogação da prisão temporária para mais cinco dias passou direto para pedido de prisão preventiva, sem prazo estipulado. No entanto, no final da tarde de ontem, a Justiça concedeu o pedido de prisão apenas para quatro oficiais de Justiça e dois localizadores. Para uma oficial de Justiça e outro localizador foi determinada a soltura.
Deflagrada no início desta semana, a Operação Injustiça prendeu uma quadrilha que antecipava os mandados de busca e apreensão de veículos, de acordo com o interesse de empresas de cobrança, financeiras e escritórios de advocacia.
Segundo o MPE, os oficiais de Justiça recebiam entre R$ 300,00 e R$ 750,00 por cada apreensão agilizada. Em um único mês, eles chegavam a cumprir 40 mandados de busca e apreensão.