Internacional

Presos nove suspeitos de atentado que matou 43; Síria desmente envolvimento

Folhapress
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Nove pessoas foram detidas neste domingo (12) na Turquia após o duplo atentado com carro-bomba que deixou pelo menos 43 mortos anteontem em Reyhanli (sul), perto da fronteira com a Síria. Em Ancara (Capital turca), a responsabilidade foi atribuída ao regime de Damasco, que negou qualquer envolvimento no ataque.


“Até o momento nove pessoas foram detidas por sua relação com os ataques, há confissões”, anunciou o vice-primeiro-ministro turco, Besur Atalay, em uma coletiva de imprensa transmitida pela rede de televisão NTV.


Atalay ressaltou que os suspeitos pertencem a “uma organização terrorista em contato com os serviços de inteligência sírios”.


O ministro do Interior turco, Muamer Guler, já havia assegurado previamente que os autores do duplo atentado estavam vinculados a “organizações que apoiam o regime sírio e os serviços de informação”.


Guler disse que o objetivo dos autores do ataque “é sabotar o processo de paz em curso” e “provocar tensões entre as pessoas que vivem aqui (em Reyhanli) e os que estão abrigados”, em referência aos muitos refugiados sírios que fogem da guerra em seu país.


Ao se referir ao processo de paz, o ministro turco se referia às negociações levadas adiante há meses entre as autoridades turcas e a rebelião curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que começou a retirar suas tropas da Turquia na quarta-feira, três dias antes dos atentados de Reyhanli.


A principal integrante da oposição síria também responsabilizou o regime de Bashar Al-Assad pelos atentados.

 

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