Em encontro ontem com o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, a presidente Dilma Rousseff pediu o acesso a eventuais arquivos da Alemanha que possam beneficiar os trabalhos de investigação da Comissão Nacional da Verdade.
Dilma e Gauck reuniram-se em São Paulo durante o 31.º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Bundesverband der Deutschen Industrie (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que reuniu cerca de 2 mil empresários brasileiros e alemães.
Gauck demonstrou interesse em contribuir para as investigações brasileiras. “Eu fui, ao longo de muitos anos, responsável pelos arquivos da ditadura comunista. Era necessário preservar arquivos que diziam respeito a pessoas inocentes. Quando se trata de preservar o passado, eu sou perito”, disse Gauck.
Ele coordenou a comissão alemã que controlou a dissolução da polícia secreta da Alemanha Oriental, após a reunificação.
O presidente alemão declarou que aprova a iniciativa brasileira de investigar os atos da ditadura. “Quero demonstrar o meu respeito pela presidente por ter instalado a Comissão Nacional da Verdade. É preciso aproveitar a oportunidade de apurar a verdade e, se a comissão tiver o apoio necessário para acesso a todas as fontes, vai conseguir muito”, disse.
Outro assunto abordado por Dilma com Gauck foi a acolhida de 2 mil estudantes brasileiros na Alemanha pelo Programa Ciência sem Fronteiras.