Regional

Moradores protestam contra o barulho de sinos em Guaimbê

José Maria Tomazela
| Tempo de leitura: 1 min

Os sinos da única igreja católica de Guaimbê (137 quilômetros de Bauru) estão no centro de uma polêmica. Moradores liderados pela professora Elaine Valéria da Silva correm um abaixo-assinado para exigir que a prefeitura proíba as badaladas que, às 7h, nos domingos, convidam os 5.425 moradores da cidade para a missa das 8h.

Eles alegam que o som estridente interrompe o sono em dia destinado ao descanso. “A gente trabalha a semana toda e domingo é o dia em que podemos ficar um pouco mais na cama”, diz Elaine. O som é eletrônico, distribuído por quatro alto-falantes instalados no campanário da igreja de Nossa Senhora Aparecida.

O padre Antonio Tadeu alega que as badaladas são a única forma de lembrar aos fiéis que é dia de missa. Ele se apega a uma lei municipal de 2006 que dispõe sobre a preservação do sossego público, proibindo o som alto até de buzinas. A lei abre exceção, no período das 7h às 22h, para “os ruídos que provenham de sinos de igrejas ou templos”. As badaladas ganharam defensores, liderados pelo açougueiro Antonio Pereira. Mesmo assim, a professora promete ir à Justiça para calar os sinos. Na cidade de Votuporanga, em ação semelhante, em janeiro deste ano, a Justiça decidiu que o badalar dos sinos faz parte da tradição local e arquivou a ação.

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