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Assistência social com ações

Maria Dvanil D'Ávila Calobrizi
| Tempo de leitura: 2 min

Na batalha cotidiana dos 120 mil assistentes sociais brasileiros, a bandeira de luta é uma só: a busca pela efetivação dos direitos dos usuários do Serviço Social. Os desafios que se colocam são inúmeros, infelizmente originados pela mazela maior da sociedade capitalista, a desigualdade social, pois não basta efetivar os direitos sociais, é preciso desenvolver a autonomia dos sujeitos.

A classe trabalhadora do país vive a precarização das condições de trabalho, desemprego, concentração de renda e desigualdade social e o Serviço Social vem como uma garantia de que os direitos serão reconhecidos e aplicados na prática e de que os princípios fundamentais que embasam a profissão não fiquem apenas na teoria. A garantia da dignidade da pessoa humana e seu reconhecimento como sujeito de direitos, como cidadão, não se fazem apenas com belas palavras. Aliás, os versos do poeta João Cabral de Melo Neto, em "Morte e vida Severina", confirmam: "Não se defende só com palavras a vida, e sim, com ações".

Nossa categoria profissional deverá sempre vislumbrar um agir em sintonia com o Código de Ética, que no seu art.2º trata sobre o "Aprimoramento profissional de forma contínua", pois "As coisas que hoje consideramos fixas e imutáveis, se desprenderão, uma a uma, de nossa existência, e, quais frutas maduras, tombarão" (Emerson).

Segundo Iamamoto, os profissionais expressam "compromisso profissional com os direitos e interesses dos usuários, na defesa da qualidade dos serviços prestados em contraposição à herança conservadora do passado". Ainda segundo a autora, "É na dinâmica tensa da vida social que se ancoram a esperança e a possibilidade de defender, efetivar e aprofundar os preceitos democráticos e os direitos de cidadania - preservando inclusive a cidadania social, cada vez mais desqualificada".

A modernidade continua a ser para nós uma tarefa de prosseguir no processo de universalização efetiva da cidadania e, em conseqüência, na luta pela construção de uma sociedade radicalmente democrática, como disseram Marx e Engels, no Manifesto Comunista: "O livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos".

Repudiamos toda e qualquer prática clientelista, assistencialista ou eleitoreira, trabalhamos com conhecimento científico, com fundamentos teóricos e metodológicos que abrangem integralmente os indivíduos enquanto sujeitos sociais e coletivos, suas trajetórias e culturas. A todos os assistentes sociais as nossas homenagens!

A autora, Maria Dvanil D´Ávila Calobrizi, é assistente social do Escritório Jurídico ITE/Fundato e professora do curso de Serviço Social do Centro Universitário de Bauru-ITE

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