Tribuna do Leitor

O relógio da Santa Terezinha


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Nasci e fui criado na rua Gerson França, da quadra 6 até a quadra 10. Na quadra 6, onde meus avós maternos moravam e onde eu morei mais de 25 anos, e na quadra 10 onde minha mãe residia com o meu pai e onde nasceram meu irmão Paulo, eu e minha irmã Celina Elizabeth... E vivemos até meu pai falecer, quando mudamos para casa dos meus avós... Que alegria imensa em saber que o relógio da Igreja Santa Terezinha está sendo restaurado. Parabéns ao sr. Jaime Prado e ao Roberto Pinheiro, que estão batalhando para restaurar, e ao professor Duda Trevizani, que diz: "O Brasil é um País que não preserva muito a sua história. Quem sabe isso faça com que a própria população e até prefeitura comecem a recuperar outras coisas pela cidade."

Eis o gancho para que tenhamos um olhar voltado para a Estação da NOB, abandonada de há muito, e com projetos e mais projetos de reestruturação que acabam no vazio. Prédios na Rua Araujo Leite, onde a cidade de Bauru teve seu início e hoje estão desmoronando com a ação do tempo... Esse relógio, conforme diz a reportagem do JC, instalado na década de 50, no alto da torre da Igreja, era o ponto referencial para a hora do dia, pois suas badaladas eram facilmente ouvidas num raio enorme de espaço.

Da janela do quarto de minha mãe, na rua Gerson França, onde havia uma sacada, enxergava-se a torre com o relógio imponente... E para saber as horas era só ir até a sacada e olhar o relógio da Santa Terezinha. Mas a cidade cresceu, prédios surgiram e o referencial histórico perdeu-se no tempo... Como existem em outras cidades esses referenciais, o relógio é uma marca da história de Bauru... E deve ser preservado.

Prof. esp.

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