Polícia

Incêndio atinge depósito de recicláveis

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Neide Carlos

Corpo de Bombeiros trabalhou durante duas horas até conseguir conter as chamas

Um depósito de recicláveis localizado na alameda das Acácias, Parque São Geraldo, foi atingido ontem à tarde por um incêndio que teria começado no matagal que fica ao lado do estabelecimento. Em um intervalo de cerca de 20 dias, esta é a segunda vez que o local pega fogo (leia mais abaixo). No ano passado, segundo a Defesa Civil, foram computadas três ocorrências no mesmo local.

Era por volta das 15h30 quando o incêndio atingiu a área externa do depósito de reciclagem, que fica às margens da rodovia Marechal Rondon. Com o tempo mais seco, a fumaça tóxica se espalhou com rapidez e acabou adentrou o barracão, momento em que uma funcionária de 27 anos se sentiu mal e chegou a desmaiar, sendo levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) pelo Corpo de Bombeiros.

João Rosan

O tenente Mário Augusto Damiati disse que o fogo pode ter começado em um terreno

No total foram usadas cinco viaturas na operação, sendo duas de combate a incêndio, uma de área, uma de apoio e uma autobomba. “Provavelmente o fogo começou no terreno ao lado e atingiu a área externa do depósito, que deve ter cerca de 1 mil metros quadrados. Ninguém se feriu, apenas uma funcionária passou mal porque inalou a fumaça. Tinha pouco material aqui, mas muito plástico, papelão, madeira, que são combustíveis”, explicou o 1º tenente Mário Augusto Damiati, comandante da operação.

O proprietário do depósito de recicláveis não atendeu a imprensa e impediu os funcionários de concederem entrevista, exigindo que eles permanecessem dentro do local. O Corpo de Bombeiros trabalhou durante duas horas até conseguir cessar o fogo.

Perigo

O coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, destaca a reincidência de incêndios neste depósito. “Foram duas ocorrências só este ano e no ano passado foram três, isso não pode acontecer. Sem contar que essa fumaça é extremamente tóxica e foi dispersada na cidade. Vamos anexar um relatório nosso ao do Corpo de Bombeiros e encaminhar ao Distrito Policial de Crimes Ambientais, pedindo investigação”, afirmou.

Como o proprietário do depósito não quis conversar com a reportagem, não foi divulgada a quantidade de material reciclável destruída no incêndio nem o prejuízo à empresa. Até o fechamento desta edição, a funcionária do local, que não teve a identidade revelada, seguia em observação no Pronto-Socorro Central.

“Algumas medidas que poderiam ter evitado esse incêndio, por exemplo, são os aceiros nos terrenos e a limpeza do próprio local. Além disso, um muro, ao invés de cercado comum, poderia evitar que o fogo invadisse o depósito com tanta facilidade”, acrescentou Damiati, do Corpo de Bombeiros.


Reincidência

Conforme noticiado pelo JC, no dia 20 de abril deste ano, um incêndio de médias proporções atingiu o mesmo depósito de recicláveis. No total, cinco viaturas da corporação foram deslocadas para ajudar nos trabalhos de combate às chamas, além de um caminhão-pipa da Defesa Civil e uma máquina patrol. Por conta do vento, as equipes tiveram dificuldades para conter o fogo, que ameaçava atingir uma área de vegetação e imóveis vizinhos. As chamas foram controladas em três horas.

Comentários

Comentários