O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou ontem que a situação na Síria é um problema da comunidade internacional em seu conjunto e insistiu que seu país não agirá sozinho para pôr fim ao conflito que, conforme a ONU, já matou mais de 80 mil pessoas.
“Continuaremos tentando mobilizar a comunidade internacional em seu conjunto para que o ditador Bashar al-Assad se dê conta de que “não tem legitimidade e tem de ir embora”, disse Obama.
O americano falou à imprensa ontem ao lado do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. “Não há fórmulas mágicas para resolver situações extraordinariamente violentas e difíceis como a da Síria”, disse. “Se as tivesse, creio que o primeiro-ministro e eu já as teríamos colocado em prática e a crise teria chegado ao fim”, completou.
Obama afirmou estar convencido de que os parceiros americanos na região também não acreditam que o unilateralismo seja uma boa opção neste caso.
Líder terrorista
O Departamento de Estado dos EUA afirmou ontem que passa a considerar Muhammad al-Jawlani, chefe de um dos principais grupos rebeldes sírios, como terrorista.
A Jabhat al-Nusra, brigada liderada por Jawlani e ligada à rede terrorista Al-Qaeda, tem como principal objetivo retirar Bashar al-Assad do poder e instaurar um regime baseado na lei islâmica (sharia). O grupo também estaria por trás de ataques suicidas que resultaram em mortes de civis
Foi divulgado ontem por ativistas sírios um vídeo em que membros da Jabhat al-Nusra atiram em 11 homens acusados de ter participado de massacres do regime de Assad.