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Copa-2014: ?será um $uce$$o?

Da Redação com Jamil Chade
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de ameaçar tirar São Paulo da Copa do Mundo e recuar no dia seguinte, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, encerrou ontem a inspeção pelo País com um discurso em tom otimista.

Depois de visitar Natal, Brasília e Rio, o dirigente fez elogios aos brasileiros e disse que a organização da Copa das Confederações é um sucesso.

“Sempre me pedem para fazer comparações com a África do Sul. Lá, tivemos que tirar uma cidade do torneio. Aqui, o Brasil conseguiu manter as seis cidades-sede. Isso por si só já é um sucesso”, disse Valcke, na entrevista que marcou a contagem regressiva de 30 dias para o início do torneio-teste.

O tom mais otimista do diretor da entidade que comanda o futebol faz sentido. Além de algum avanço nas obras para a Copa das Confederações, a Fifa comemora os frutos de uma Copa que promete.

A entidade pode até ter as suas aflições em relação à organização da Copa, mas financeiramente não tem do que reclamar: o Mundial de 2014 vai ser o mais rico da história, com uma renda 100% superior à da Copa de 2006, na Alemanha. A entidade fechou ontem o seu último acordo com patrocinadores, com uma rede varejista de artigos esportivos (Centauro).

A previsão inicial da Fifa era de que o Mundial no Brasil garantiria receita de US$ 3,8 bilhões. Mas, faltando um ano para a bola rolar, comenta-se que os ganhos já superaram os US$ 4,1 bilhões e consultorias estimam que o valor poderá atingir US$ 5 bilhões.

Se o cálculo mais conservador for confirmado, a Copa terá renda de pelo menos US$ 800 milhões a mais do que o arrecadado na África do Sul em 2010. O Mundial de 2006 rendeu US$ 2,1 bilhões, a metade da receita que poderá ser aferida no Brasil.

Do total dos ganhos em 2014, US$ 2,2 bilhões virão de receitas de direitos de transmissão. O restante viria de acordos comerciais, como o assinado ontem. O valor do contrato com a Centauro, o sexto e último patrocinador nacional da Fifa na Copa, não foi revelado.

Em 2012, os relatórios financeiros da entidade apontaram que a receita com a Copa já havia superado a marca de US$ 1,1 bilhão, metade da venda de direitos de tevê. A venda dos direitos de marketing contribuíram com US$ 370 milhões.

A Fifa também investirá mais no Brasil que na África do Sul. Segundo o orçamento, gastará com o evento no País cerca de US$ 1,38 bilhão, US$ 300 milhões a mais que em 2010. Bilionária e sem pagar impostos, a entidade distribuirá um prêmio recorde às 32 seleções: US$ 454 milhões, o maior da história das Copas. Na Alemanha, em 2006, o prêmio total foi de US$ 261,4 milhões. A Copa de 2002, vencida pelo Brasil, distribuiu apenas US$ 154 milhões.

Em abril, o jornal Estado de S.Paulo revelou que o governo brasileiro estima ter aberto mão de R$ 1 bilhão em impostos por causa das isenções fiscais que concedeu para a realização da Copa.


Recorde de público?

Jérôme Valcke disse que espera que a Copa das Confederações supere o recorde da edição alemã do torneio, disputada em 2005.

Valcke apresentou ontem os números de ingressos vendidos para a competição, que começará no dia 15 de junho. Segundo a Fifa, 640.635 bilhetes (76,23%) foram vendidos pela internet. A partir do dia 1º, o restante será negociado nos centros, espalhados pelas seis cidades-sedes.

“A venda está sendo boa. Queremos vender 100% dos ingressos e acreditamos que vamos superar a marca obtida na Alemanha”, disse Valcke. Em 2005, 83% dos ingressos foram vendidos.

Até agora, a partida recordista de venda é o jogo de abertura do Maracanã (México x Itália): 65.960 ingressos foram vendidos para o jogo do dia 16.

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