Um dia após o julgamento que resultou na absolvição dos ex-policiais militares acusados de matar o mecânico Jorge Luiz Lourenço, 22 anos, a família do jovem ainda não decidiu se irá recorrer. Ainda bastante indignados e pessimistas, eles têm até domingo para tomar qualquer decisão.
Jorginho morreu no dia 5 de abril de 2007 após perseguição da PM. Ele foi atingido com um tiro na cabeça. Anteontem, os ex-policiais Lincoln Cesar Cares, Renato Valderramas De Favari e Ricardo Antônio do Amaral foram considerados inocentes após julgamento de dois dias. A família de Jorginho provocou grande tumulto quando ouviu a decisão.
“O advogado disse que precisamos decidir se entraremos com recurso ou não. Ainda não decidimos. Temos certeza que, caso o recurso seja aceito em São Paulo, voltará para Bauru e eles serão inocentados de novo. Não sei se vamos passar por tudo isso de novo”, disse Cassiana Lourenço, irmã de Jorginho.
Ela também descarta qualquer manifestação pela cidade, uma vez que se sentiu “abandonada” pelos amigos. “Se tivesse mais gente no Fórum, achamos que ia ser diferente”.
Questionada sobre a confusão - que teve até arremesso de sapatos após o fim do julgamento -, ela afirma que “precisava fazer aquilo”. “Quando ouvi a decisão, abriu um buraco no chão. Eu já esperava (a absolvição), mas ainda tinha esperanças”.
O júri reconheceu que Jorginho foi realmente morto por um disparo, contudo, decidiu que, pelas circunstâncias provadas, o trio de ex-policiais não teve culpa do ocorrido. Também foram inocentados da acusação de fraude processual.