Quioshi Goto |
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Sandro Bussola, Estela Almagro e Emídio de Souza estiveram ontem no Café com Política |
Candidato favorito à presidência estadual do PT, Emídio de Souza está em turnê pelas cidades de São Paulo para costurar sua eleição. Ele é o único candidato da corrente majoritária e a expectativa é de que receba entre 70% e 80% dos votos no Processo de Eleições Diretas (PED) da sigla, que acontece em novembro. Já focado na disputa do governo paulista, de 2014, o ex-prefeito de Osasco aposta na ampliação das alianças partidárias em torno da candidatura petista.
Isso inclui, inclusive, o assédio a grupos já aliados do governo Dilma Rousseff (PT) na esfera federal, mas considerados rivais tradicionais em São Paulo. Entre eles, o de Gilberto Kassab (PSD) e de Celso Russomano (PRB), sem contar o PP, de Paulo Maluf, que já integrou a coligação de Fernando Haddad (PT) na disputa pela prefeitura da capital.
No ano passado, a imagem registrada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Maluf causou polêmica e gerou revolta, inclusive entre militantes petistas, que se revoltaram nas redes sociais. O episódio culminou ainda na saída da deputada federal Luíza Erundina (PSB) da chapa na qual era candidata à vice-prefeita.
Emídio minimiza as polêmicas. Segundo ele, é fundamental que o PT atraia todas as forças partidárias que já integram a enorme base aliada de Dilma. “A aproximação é natural. Eles integram um projeto que mudou esse País. Agora, queremos mudar São Paulo”, argumenta.
Ele lembra ainda que, já em 2010, a candidatura de Aloísio Mercadante (PT) ao governo reuniu 10 partidos. No entanto, a maioria deles fazia parte do grupo dos “nanicos”, sem grandes representatividades, com exceção do PDT, PR e PCdoB.
Os partidos
Gilberto Kassab está sendo convencido de não concorrer ao governo do Estado e integrar a base de aliança do PT. Emídio considera o rompimento da relação do partido com o PSDB como um dos principais fatos políticos recentes. Na verdade, a relação do ex-prefeito de São Paulo nunca foi com os tucanos, de forma geral, mas sim com o ex-governador José Serra (PSDB), a quem apoiou na disputa pela prefeitura paulistana, em 2012.
Já o PRB apoiou o PT na eleição de 2010. Na ocasião, porém, Celso Russomano era filiado ao PP e concorreu ao governo. Na eleição municipal do ano passado, ele terminou em terceiro lugar já na nova sigla, mas incomodou Serra e Haddad.
Primeiro ou segundo?
Apesar da defesa das alianças praticamente sem restrições – característica da corrente majoritária do PT –, Emídio de Souza diz que ainda é cedo para definir se a melhor estratégia seria aglutinar todas as siglas no primeiro turno ou firmar acordo para a segunda etapa da eleição.
O candidato do PT também não está definido. São cotados: o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; da Fazenda, Guido Mantega; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Educação, Aloísio Mercadante (que concorreu em 2006 e 2010); e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.
O sonho: PMDB
Apesar do assédio a outros partidos, Emídio de Souza não esconde o desejo em construir uma aliança com o PMDB em São Paulo, repetindo a dobrada que elegeu Dilma Rousseff, em 2010. “O rompimento deles com o PSDB é o maior fato político e isso já nos ajuda muito, mesmo que não estejamos juntos no primeiro turno”, avalia.
Em 2010, os peemebistas paulistas apoiaram a eleição de Geraldo Alckmin (PSDB), em razão da proximidade do então cacique Orestes Quércia, falecido naquele mesmo ano. O atual presidente estadual da sigla, Baleia Rossi, atuou, em 2012, para fortalecer a aproximação com o PT nas eleições municipais. No entanto, existe a possibilidade de lançamento da candidatura ao governo do presidente do Ciesp e Fiesp, Paulo Skaf (PMDB).
