OUTRA ELIMINAÇÃO BRAZUCA
No mesmo Pacaembu em que venceu a decisão do ano passado e conquistou o título, o Corinthians foi eliminado da Taça Libertadores, menos de um ano depois. Fim do sonho do bicampeonato. Nas duas ocasiões o adversário foi o Boca Juniors. Vingança dos hermanos, portanto. Com o empate de 1 a 1 e a vaga nas quartas de final, Carlos Bianchi, técnico do Boca, manteve o tabu de jamais ser eliminado por um time brasileiro no mata-mata da competição continental. Assim como o Palmeiras, não adianta chorar, porque o Corinthians não foi nem sombra daquele time ofensivo e determinado da vitória contra o Santos, domingo passado. Nervoso, cometeu erros, enquanto a equipe argentina se armava na defesa, adiantava a marcação e valorizava a posse de bola. O gol de Riquelme silenciou o Pacaembu e complicou ainda mais a vida do Timão, que para alcançar a classificação, precisaria marcar pelo menos três gols. Com Edenílson e Alexandre Pato nas vagas de Alessandro e Romarinho, o Corinthians ficou mais agressivo no segundo tempo e empatou a partida. Porém, com garra e inteligência, o Boca Juniors conseguiu administrar a vantagem, e agora vai encarar o compatriota Newell?s Old Boys, de Rosário, terra de Lionel Messi.
ARBITRAGEM
A exemplo do Palmeiras, também eliminado da Libertadores, o Corinthians reclama da arbitragem. Só que os lances capitais da véspera foram polêmicos: o Verdão reclama de um gol anulado mas o pênalti contra o Tijuana deixou muito a desejar. Já no jogo de anteontem, ao meu ver, houve penalidade legítima a favor do Timão, quando Emerson invadiu a área e foi bloqueado por Marín, que desviou a bola com a mão. O juiz não marcou o pênalti e ainda advertiu o Sheik com o cartão amarelo. Também no primeiro tempo, Romarinho recebeu de Emerson, saiu na cara do gol e balançou as redes na saída do goleiro. Carlos Amarilla deu um equivocado impedimento. Só que o árbitro paraguaio foi indicado para o jogo de anteontem a pedido do presidente alvinegro Mário Gobbi e do ex-presidente Andrés Sanchez. A princípio, o escalado para dirigir a partida era o colombiano Wilmar Roldán, segundo a imprensa Argentina.
LEI CARIMBADA
A Câmara Municipal de São Paulo sancionou a lei que torna o dia 4 de julho, data do título inédito do Corinthians na Libertadores de 2012, o Dia da Independência Corintiana. Essa lei foi instituída na mesma quarta-feira do fatídico empate com o Boca Juniores, e está incluída no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo.
SONHO
Felipe Anderson afirmou que o seu sonho é ser escalado de início na decisão do Campeonato Paulista, depois de amanhã, contra o Corinthians, na Vila Belmiro. O jovem meia santista cobrou a falta no gol de Durval, domingo passado no Pacaembu. Um gol dos mais valiosos, por sinal.
O INESPERADO
Enquanto o Flamengo sofreu para vencer o paraibano Campinense por 2 a 1, em Juiz de Fora, o amazonense Nacional aprontou em cima do Coritiba e carimbou a faixa de tetracampeão paranaense, com uma goleada de 4 a 1, em Manaus. Foi o jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil. Aliás, o inesperado sempre acontece nessa competição nacional. Times pequenos como Criciúma, Santo André, Juventude e Paulista de Jundiaí foram campeões em decisões contra Grêmio, Fluminense, Botafogo, Flamengo e outros papões.
INVESTIGAÇÃO
Em meio às polêmicas sobre a participação de José Maria Marin durante a ditadura militar, Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, afirmou que o Comitê de Ética pode investigar o presidente da CBF, caso surja alguma denúncia sobre ele. Valcke não vê a questão como algo a ser analisado pela Fifa, mas deixou aberta a possibilidade de uma investigação. Acho que esse é um problema nosso e não da entidade que comanda o futebol. Aliás, de nenhuma entidade estrangeira, seja do que for.
BOA SITUAÇÃO
Já garantida nas oitavas de final da Liga Paulista de Futsal, a FIB perdeu fora de casa para Itapeva mas merecia pelo menos o empate. Faltando duas rodadas, a equipe bauruense tem chances de terminar a primeira fase no G4.
SANTISTA
Carlos Humberto Scigliano, o Franja, está insatisfeito com o Santos. "Estamos sem time, e não adianta o Muricy jogar o boné no chão, igual ao seu Madruga, porque a culpa é dele. Esse Miralles e o André não servem nem para o Norusca. Ver a sagrada camisa 10 com Cícero, dá vontade de chorar; deixe ele jogar, mas com outro número nas costas. Será que não tem ninguém nas categorias de base? Vamos precisar de muita sorte para o jogo na Vila, e o pior é que temos que acreditar nisso", diz Franja, santista de Bauru, que mora em Ilhéus, no litoral sul da Bahia. Conheço Ilhéus, um paraíso tropical, diga-se de passagem.
MEMÓRIA
Decisão da Libertadores de 2003: Boca Juniors 2 x 0 Santos, na Bombonera, em Buenos Aires, gols de Delgado. Árbitro: Oscar Ruiz. Cartão vermelho: Reginaldo Araújo. Boca Juniors: Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini e Cagna (Cangelo); Delgado, Schelotto (Villareal) e Tevez. Técnico: Carlos Bianchi. Santos: Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Pereira (André Luís), Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano (Nenê) e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Emerson Leão.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço presidente Branco, técnico Kita, todos os jogadores e dirigentes do Parquinho.