O policiamento da 9.ª edição da Virada Cultural, que será realizada neste fim de semana em São Paulo, terá como alvo principal da fiscalização o vinho químico, bebida com 90% de teor alcoólico produzida de maneira artesanal da mistura entre etanol (o mesmo vendido em postos de combustíveis) e corante de groselha.
Segundo o coronel da Polícia Militar, Reynaldo Simões Rossi, comandante do policiamento da região central durante o evento, o vinho químico foi apelidado de “crack das bebidas” pelo alto teor alcoólico. A graduação máxima permitida pela Anvisa é de 54%.
De acordo com a PM, em edições anteriores da Virada Cultural foram apreendidos mais de 15 mil litros desta bebida em poder de vendedores ambulantes, que chegavam a oferecer ao preço de até R$ 1,50 cada garrafa.
Drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack também receberão atenção especial dos policiais.
Cerca de 3.400 policiais militares irão se revezar em quatro turnos para garantir a segurança dos frequentadores do evento. Uma parte dos policiais estará à paisana.
A PM não quis divulgar a quantidade de agentes que circularão sem identificação.