Quioshi Goto |
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A educadora Heloisa Lück ministrará palestra sobre o tema para cerca de 300 gestores e docentes |
A educação ainda é um assunto muito delicado. A violência dentro das salas de aula está cada vez mais aparente e em Bauru não é diferente. Anteontem, uma aluna chegou a agredir uma inspetora de aluno em uma escola estadual no Jardim Estoril (leia mais abaixo). Para a educadora e especialista em gestão escolar, Heloisa Lück, o conceito, que nada mais é do que organizar a escola de um modo geral, é uma saída para conter a violência, estreitando laços entre alunos e a instituição de ensino.
Heloisa veio a Bauru para ministrar palestra sobre dimensões da gestão escolar e suas competências, cujas inscrições já estão encerradas há três semanas, segundo a organização do evento. O objetivo é refletir junto aos profissionais da educação a importância de criar uma cultura organizacional.
Na tarde de ontem, em entrevista ao JC no Café com Política, ela falou sobre o conceito que parece novo, mas existe desde a década de 80. Foi através de sua formação como educadora que ela chegou a todos os setores de uma instituição de ensino, inclusive administrativo, e começou a entender mais sobre gestão.
“O que acontecia era que aparecia serviço e eu absorvia. Na minha atividade docente, como tinha muitas atividades, eu fazia muito bem a administração da minha vida pessoal. Era muito bem organizada, planejada. Sistematizava minha produção, por isso consegui escrever meu livro. A gestão começa na vida particular. Ou a gestão está presente na sua vida ou ela não estará nem na sua profissão”, apontou.
Educadores
“O conceito de gestão é associado ao conceito de sistema, conjunto integrado, ao conceito de autonomia e de unidade, visão de conjunto. Você tem esses dois componentes: o individual e o coletivo. Trabalhar na ótica de gestão é trabalhar com conflito”, disse.
Ou seja, a gestão escolar é um conjunto organizacional, estreitar laços, influenciar o ambiente. Ao ser questionada se o conceito pode ajudar a conter a violência nas escolas, Heloisa explica: “Com certeza. O administrador reprime o problema e quando você reprime esse problema ele vai aparecer em outro lugar e de maneira mais perigosa. Se você acolher, ouvir, você tem condições de superar dificuldades. Essas questões de violência nas escolas exigem um capítulo à parte. De um lado, temos o problema da sociedade. Muitas vezes as aulas são tratadas com um distanciamento. Só reprimir não é educar”, frisou.