Jason Reed/Reuters |
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Obama planeja reduzir tropas no Afeganistão após 2014 |
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cortou seu pedido de financiamento para a guerra no Afeganistão e outras operações no Exterior em 10%, refletindo seus planos de reduzir a presença norte-americana no país.
Obama havia pedido US$ 79,4 bilhões para financiar operações de contingência internacional no ano fiscal de 2014, que começa em 1o de outubro. A requisição anterior era de US$ 88,5 bilhões, informou uma assessora da Casa Branca. O pedido foi feito por Obama através de uma carta enviada ao Congresso dos EUA.
O presidente dos EUA tem afirmado que planeja reduzir tropas no Afeganistão após 2014, mas não especificou o volume de corte no contingente.
“O presidente ainda está avaliando opções disponibilizadas por sua equipe de segurança nacional e não tomou uma decisão sobre o tamanho da possível presença dos EUA após 2014”, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Caitlin Hayden. “O pedido menor de recursos reflete nosso papel de transição no Afeganistão”, acrescentou.
Obama deve anunciar nas próximas quantas tropas de combate os EUA terão no Afeganistão no próximo ano, afirmou na terça-feira o Secretário de Estado, John Kerry. O exército norte-americano invadiu o Afeganistão para perseguir a Al Qaeda e o regime Talibã que a abrigava, após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.
Foco na economia
Barack Obama tem tentado se afastar as atenções das polêmicas dos últimos dias e retomar a ênfase na sua prioridade - a economia -, anunciando a intenção de acelerar a autorização federal para projetos que gerem muitos empregos.
Obama foi de helicóptero a Baltimore para falar sobre as medidas que está adotando para acelerar alvarás de infraestrutura e promover a educação infantil, e sobre os sinais positivos na economia.
Ele não citou a tripla tempestade que assolou seu governo na última semana, e que alguns viram como um mau prenúncio para a sua pauta legislativa do segundo mandato.
Discursando diante de máquinas pesadas na Ellicott Dredges, empresa que participou da escavação do Canal do Panamá há mais de cem anos, Obama criticou as distrações na política de Washington.
“Sei que às vezes pode parecer frustrante quando parece que as prioridades de Washington não são as mesmas prioridades de vocês”, disse Obama, em discurso de tom otimista.
Mas o grande assunto em Washington na sexta-feira foi uma audiência na Câmara onde parlamentares republicanos questionaram o agora demitido diretor do IRS (Receita Federal) sobre fiscalizações discriminatórias contra grupos conservadores.
A Casa Branca também está fazendo o controle de danos sobre sua reação inicial ao atentado de 2012 contra as instalações diplomáticas dos EUA em Benghazi (Líbia) e sobre a violação do sigilo telefônico de jornalistas da Associated Press, numa investigação do Departamento de Justiça sobre um vazamento de informações.
Obama foi calorosamente recebido em Baltimore, onde inicialmente visitou alunos de 4 a 5 anos numa pré-escola - tipo de programa que ele diz que deveria estar disponível a todas as crianças norte-americanas nessa faixa etária.
Depois ele foi a uma instituição que ajuda pessoas a procurarem empregos e se qualificarem.
Na centenária fábrica da Ellicott Dredges, ele viu operários trabalhando em um gigantesco “saca-rolhas” de escavação a ser exportado para um estaleiro de Bangladesh. Mas, mesmo numa visita amistosa, as controvérsias políticas estavam próximas.
Seu guia na visita foi Peter Bowe, executivo-chefe da empresa, que na quinta-feira se queixou em audiência na Câmara sobre os prejuízos à sua empresa devido à demora do governo em autorizar o oleoduto Keystone XL, que traria petróleo das areias betuminosas do Canadá.
Por questões ambientais, o governo pediu que o projeto seja reconsiderado, e uma decisão só deve ser tomada por volta do final do ano.
