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Economia do Verdão

Daniel Batista
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 14 de abril deste ano, o Palmeiras B empatou com o Sertãozinho por 3 a 3, caiu para a quarta divisão do Campeonato Paulista e fechou as suas portas. O time alviverde economizou quase R$ 1 milhão por mês e dispensou 31 jogadores, entre eles alguns destaques da última edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Tudo para tentar organizar e fazer com que a base realmente consiga revelar talentos.

Todos os atletas que atuavam no time B foram dispensados. Entre eles alguns conhecidos do torcedor como João Arthur, Clayton e Ramos. “Eles continuam treinando no clube, mas já foram comunicados que não serão utilizados”, explicou Erasmo Damiani, coordenador da base do Palmeiras. A reestruturação faz o clube ter uma economia de quase 50% das despesas. No total, gastava R$ 1,7 milhão por mês.

Até mesmo alguns garotos que apareceram bem na Copa São Paulo não vão ficar. Casos do zagueiro Fernando e do atacante João Pedro, artilheiro da equipe na competição, mas que preferiu ir para o Corinthians. Outros garotos ficaram no time sub-20 para a disputa do Campeonato Paulista da categoria.

A saída de João Pedro criou polêmica no clube. Ele tinha contrato até agosto e o Palmeiras lhe ofereceu um contrato até dezembro. O garoto não aceitou, alegando que teve pouco espaço e que não queria prorrogar o vínculo para continuar sendo reserva.

Por isso, decidiu deixar o clube e assinar com o Corinthians.

Na lista dos 31 dispensados entram também atletas que têm seus direitos fatiados entre empresários. O diretor executivo José Carlos Brunoro resolveu que só vai negociar com um representante por atleta, mas, em alguns casos, os agentes não conseguiram entrar em acordo para eleger um representante.

Antes da reestruturação, a categoria júnior chegou a ter 53 jogadores. “Fica ruim para o treinador trabalhar com um elenco tão grande e até mesmo para o jogador, que não está atuando. Ele vê que têm quatro ou cinco na frente dele e perde a motivação”, explicou Damiani. “Nós ficamos com quem a gente entende que tem futuro. Os demais, liberamos. Não queremos atrapalhar a carreira de ninguém”, completou.

 

Vitrine

A ideia é que, esporadicamente, os garotos vão ao CT dos profissionais para fazer jogos-treino contra o time principal e serem analisados mais de perto pelo técnico Gilson Kleina. Foi assim que o atacante Chico ganhou uma oportunidade de ficar com os profissionais.

No atual elenco, dez jogadores vieram da base, mas apenas quatro têm sido mais aproveitados: Souza, Patrick Vieira, Vinícius e Caio.

Os outros são Luiz Gustavo, João Denoni, Bruno Dybal, Diego Souza, Edilson e Emerson.

 

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