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Entrevista da Semana: Rosângela Donizete Machado de Melo Pereira

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 6 min

O que você já superou? Dificuldades todos têm ao menos uma vez na vida e para superá-las, a entrevistada de hoje conta com a fé em Deus e o apoio da família. Rosângela Donizete Machado de Melo Pereira já se viu entre a vida e a morte quando seus rins pararam de funcionar e a recuperação parecia não ser uma realidade.

“Os médicos acharam que eu não fosse me recuperar. Fiquei sete dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), precisei de hemodiálise e até hoje não sabemos o que aconteceu comigo. Mas sou uma mulher de fé e acredito que ela me salvou”.

Você acredita em milagres? Rosângela acredita e afirma que foi um chá feito pelas mãos e pela fé da mãe que a curou. “Minha mãe fez um chá para mim e levou até o hospital. Eu estava muito mal, até me despedi dos meus filhos. Ela disse que eu ficaria boa com o chá. E acredite quem quiser, mas foi como tirar com as mãos. Por isso eu digo que o mais importante é acreditar”, revela.   

Gerente do Comprando Nacionais e Importados, Rosângela se especializou em vinhos para melhor atender os clientes fãs da bebida. Além de sommelier, para se especializar, ela viaja para vinhedos dentro e fora do Brasil.

E quando o assunto é família, ela que tem dois filhos não pensa duas vezes para dizer que essa é a sua razão de viver. Confira, abaixo. 

 

Jornal da Cidade - O que a trouxe a Bauru?

Rosângela Donizete Machado de Melo Pereira - Na verdade eu nasci em uma cidade do estado do Paraná chamada Querência do Norte, mas meus pais se mudaram para Reginópolis quando eu ainda era bem pequena. Minha família é de Reginópolis e meu pai decidiu se mudar para o Paraná em busca de trabalho, mas acabou voltando pouco tempo depois. Bom, para Bauru eu vim já casada e com meus dois filhos em dezembro de 1993, porque meu marido conseguiu emprego na cidade. 

 

JC - Você é gerente de uma das mais conhecidas lojas de importados da região. Como é o seu trabalho?

Rosângela - Eu trabalho no Comprando Nacionais e Importados há quase 13 anos. Antes de ser gerente, eu trabalhei quatro anos como caixa. Trabalhar com o público e com vendas é muito bom, esse sempre foi o meu forte no lado profissional, e o setor de importados vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente quando o assunto são as bebidas, como vinhos e cervejas. Os preços dos importados também estão mais acessíveis ao consumidor.

 

JC - Você também é especialista em vinhos?

Rosângela - Eu sou sommelier e me formei em Águas de São Pedro. Eu gosto muito de vinhos e o curso foi importante porque os clientes me procuram para saber sobre os vinhos que querem levar para casa, sobre harmonização... Um sommelier é uma pessoa que se aperfeiçoa e se forma em um curso profissional com o aprendizado focado em enologia, viticultura, geografia, história, degustação, harmonização, serviço de vinho, marketing e regiões produtoras de vinhos nacionais e internacionais.

 

JC - Você também viajou para se aperfeiçoar?

Rosângela - Sim. Eu tenho viajado para aprender sobre essa bebida tão apreciada no mundo todo e tão procurada no meu trabalho. O ano passado eu fui para o Chile pela empresa. Formamos um grupo de 12 brasileiros e, além de conhecer um pouco sobre a cultura e os costumes do povo chileno, eu tive a oportunidade de ver e aprender sobre a produção de vinhos no Chile, desde o preparo do solo até a fabricação da bebida. Em outra oportunidade visitei os vinhedos do sul do Brasil, em Porto Alegre. Tudo muito lindo, também.

 

JC - Quais são as principais diferenças observadas entre a produção do vinho chileno e brasileiro?

Rosângela - Os nossos vinhedos são belíssimos e os chilenos também, entretanto, eles estão no mercado há muito mais tempo que a gente, e por isso eu acredito que eles têm mais experiência e técnica de produção.

 

JC - A costura e o bordado são atividades que a acompanham desde a infância?

Rosângela - Sim. Eu costuro desde menina e sempre gostei muito dessa atividade que hoje é meu hobby. Minha mãe bordava e minhas tias costuravam, então eu ficava observando e aprendendo. Nossa condição financeira não era das melhores e eu gostava de usar umas roupinhas diferentes, então eu comprava os tecidos e fazia as minhas próprias roupas, isso quando eu tinha uns 13 anos. As pessoas ficavam impressionadas com as peças que eu mesma produzia para mim.  Já em Bauru, eu fiz um curso profissional, mas nunca trabalhei com a costura. Faço muita coisa para a minha filha e bordo mantas de bebês para presentear (risos).

 

JC - É a sua terapia?

Rosângela - Nossa, e como. Eu até montei um quartinho em casa só para isso. Entro nesse quarto e esqueço de tudo, até mesmo das horas. O tempo passa rápido e leva todo o estresse, todas as preocupações embora. É uma atividade prazerosa e muito boa, eu recomendo esse tipo de terapia para todos. 

 

JC - Uma superação.

Rosângela - A maior superação da minha vida veio depois do momento mais triste que eu já vivi. Eu tive problemas nos rins. Os dois pararam de funcionar e os médicos acharam que eu não fosse me recuperar. Fiquei sete dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até hoje não sabemos o que aconteceu comigo, o porquê do meu problema, mas foi um período muito difícil, muito triste. Precisei fazer hemodiálise... Mas tive a sorte de ser atendida por três médicas especiais que foram muito importantes para a minha recuperação: Tereza, Sílvia e Regina. Jamais esquecerei essas mulheres. Hoje minha família ri de tudo o que passamos, mas sofremos por um longo período.   

 

JC - Uma conquista.

Rosângela - Desde que haja luta, a gente sempre tem conquistas na vida. As conquistas podem ser materiais, como a compra de um apartamento, por exemplo, mas ter uma família unida e feliz é a maior de todas elas. Tenho um marido que sempre me apoia e dois filhos maravilhosos, uma menina de 25 anos e um menino de 27. Para mim a família é tudo. É meu tudo.

 

JC - Você é uma mulher de fé?

Rosângela - Sou muito. Inclusive, eu acredito que foi a fé quem me salvou, quem me curou. Sou devota de Nossa Senhora e acho que isso também me fortalece. Com fé você é capaz de superar tudo.  

 

JC - Por que a “nota 10” para a sua mãe?

Rosângela - Minha mãe sempre foi uma pessoa muito importante na minha vida. Ela merece “nota 10” em tudo, desde quando nós erámos crianças. E ela fez um chá para mim e levou até o hospital no momento em que nem eu mesma acreditava na minha recuperação. Eu estava muito mal, até desci para ver meus filhos, realmente para me despedir deles, quando minha mãe me deu o chá e disse para eu beber que eu ficaria boa. Minha irmã disse para eu não toma-lo porque eu poderia até morrer, eu não podia beber nada. Acredite quem quiser, mas foi como tirar com as mãos. Logo que tomei o chá, eu parei de sentir dor, comecei a andar... O mais importante é acreditar, é ter fé. E minha mãe teve tudo isso por mim.  

 

Perfil

Nome: Rosângela Donizete Machado de Melo Pereira

Idade: 47 anos

 

Cidade: Querência do Norte/PR

 

Signo: Peixes

 

Marido: Adaildo

 

Filhos: Alex e Nadir

 

Hobby: Costurar e bordar

 

Livro de cabeceira: “O Monge Executivo”

 

Filme preferido: Gosto de filmes de ação e comédia

 

Estilo musical predileto: Gosto das músicas de Raul Seixas, de modo especial de “Tente Outra Vez” 

 

Time: Seleção Brasileira 

 

Para quem dá nota 10: Para minha mãe

 

Para quem dá nota 0: Para a traição

 

E-mail: rosangela@comprando.com.br

 

 

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