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SP registra 90% das mortes por H1N1 desde início do ano

Por Johanna Nublat | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Das 61 mortes registradas por H1N1 no País, entre 1 de janeiro e 12 de maio, 55 ocorreram no Estado de São Paulo, segundo balanço apresentado ontem pelo Ministério da Saúde.

O Estado notificou 1.863 casos de síndrome respiratória aguda grave, sendo que 328 foram confirmados para H1N1, até o início de maio. Foram 183 mortes pelo vírus Influenza, 55 deles confirmados para o tipo H1N1.

No País, foram 388 casos graves registrados e 61 mortes. Assim, o Estado de São Paulo também concentra 84,5% dos casos graves da doença este ano. O ministério alertou para a necessidade de ampliar medidas de prevenção.

“Não existe forma de interromper a evolução de um aumento de casos de gripe, o que existe são maneiras de proteger a população mais vulnerável. Se faz com vacinação, identificação precoce dos casos e adoção do tratamento adequado. Não existe precedente no mundo de medida que tenha conseguido inverter uma curva epidêmica”, afirmou Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de vigilância de doenças transmissíveis.

Segundo o diretor, a estação da gripe “começou antes”. “Temos aumento no número de casos de síndrome respiratória aguda grave e Influenza nessas primeiras 19 semanas, que nos demonstram uma estação de Influenza bastante preocupante. Esses óbitos têm localização maior, neste ano, no Estado de São Paulo. Temos identificado com maior frequência o vírus H1N1 pandêmico, que circulou ano passado com maior intensidade no Sul do país.”

O ministério disse que iniciou, na sexta-feira passada, videoconferências com o Estado de São Paulo para monitorar, junto com o Estado, o caso. E, paralelamente, iniciou um esforço para identificação do crescimento de mortes.

“A principal suspeita é que seja um caso muito similar ao do Rio Grande do Sul em 2012, onde a maior parte dos óbitos eram de pessoas que tinham outras doenças e 65% eram dos grupos prioritários para época vacinação, e menos de 5% das pessoas que morreram em 2012 receberem o Tamiflu antes das 48 h previstas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

 

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