A ministra do Interior do Reino Unido, Theresa May, convocou nesta quarta-feira (22) uma reunião do chamado comitê Cobra, usado em situações de emergência e segurança nacional, após a morte de um soldado em Woolwich, ao sul de Londres.
A reunião foi pedida pelo primeiro-ministro David Cameron, que qualificou o ataque como "verdadeiramente chocante". Fontes do governo britânico dizem que a morte do soldado está relacionada a organizações terroristas.
Segundo o deputado Nick Ryansofrd, o soldado foi esfaqueado a 300 metros da base militar de Woolwich, uma das mais importantes da Inglaterra, por dois suspeitos que o abordaram em uma rua. Outras duas pessoas, que o parlamentar diz serem suspeitos do ataque, foram baleadas por policiais e levadas para o hospital.
Testemunhas dizem que a vítima era um soldado de cerca de 20 anos, que vestia uma camisa do "Help for Heroes", campanha de arrecadação de fundos para militares.
Outros moradores da região ouvidos pela rede de televisão BBC dizem que os suspeitos, que estariam na mesma faixa etária do morto, falaram a frase "Allah Akbar" (Deus é grande, em árabe) após o ataque.
O deputado ainda disse que foram apreendidos com os suspeitos uma arma de fogo, diversas facas e um punhal. A polícia confirmou o morto e os feridos, mas ainda não divulgou detalhes sobre suas identidades.
Os agentes dizem que ainda procuram suspeitos da ação. Após a morte do soldado, a polícia cercou quatro quarteirões e esvaziou uma escola para o trabalho da perícia.