Política

Plano de água é contratado pelo DAE

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

De qual fonte o bauruense vai beber água pelos próximos 20 anos? Quanto custa o projeto de barragem do rio Batalha, quase na divisa com Piratininga? O represamento é viável ou a alternativa adequada para médio prazo é construir nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no Córrego Água Parada? Estas respostas serão conhecidas de estudo que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) está contratando, por licitação. A estimativa de custo pode chegar a R$ 1 milhão.

O edital está sendo publicado no Diário Oficial de Bauru (DOB) de hoje. O Plano Diretor de Água, segundo a autarquia, será realizado por “consultoria e engenharia especializada com a finalidade de identificar, qualificar e propor soluções e investimentos para os serviços de água na cidade para os próximos 20 anos”.

O projeto, garante o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), terá de identificar as propostas para o planejamento com alternativas de “curto, médio e longo prazo para soluções e desenvolvimento do sistema de abastecimento de água, envolvendo os mananciais, captação, adução (bruta e tratada), reservação e distribuição”.

O Plano Diretor também terá de avançar, além do diagnóstico e das alternativas, no apontamento de viabilidade executiva e de custo. “Queremos saber, por uma empresa especializada, se é melhor fazer a barragem no rio Batalha, multiplicando a capacidade atual de abastecimento pela ETA do Ouro Verde, ou se é mais viável construir uma nova ETA no Água Parada. Mas o estudo também terá de apresentar o projeto básico, pra dimensionar o custo dessas alternativas”, conta o prefeito.

“Queremos saber todas as possibilidades e isso não afeta o andamento do planejamento atual para perfuração de poços e de reservatórios. O DAE tem projetos prontos para poços a serem perfurados em curto prazo, em até quatro anos. Temos 10 poços já previstos e o programa de reservatórios continua sendo realizado. Mas queremos o estudo para uma cidade com 500 mil habitantes”, cita.

O DAE opera 34 poços e, além dos 10 do planejamento atual, aguarda aprovação junto ao Ministério das Cidades para construir 15 reservatórios e outro conjunto de perfurações. O recurso é para financiamento, o que exigiria aprovação da Câmara. Segundo Rodrigo, a defesa técnica dos projetos em Brasília (DF) será realizada em junho próximo. “Os projetos sofreram modificações. Agora vou retornar para defender esses projetos. Se o financiamento for aprovado, vou discutir com a Câmara”, conta. 


Plano Diretor

O DAE justifica que o Plano Diretor de Águas terá de identificar a “justificativa dos aspectos técnicos, econômicos e ambientais da solução escolhida, de modo a permitir com segurança a melhor opção para a cidade” em matéria de abastecimento.

O plano trará o levantamento e avaliação das condições atuais de reservação e distribuição de água, tem de definir setorização do sistema, macromedição e manutenção e operação adequada para proporcionar menor perda de água.

As empresas interessadas em participar da licitação deverão entregar os envelopes com documentos de habilitação, proposta técnica e comercial até o dia 12 de julho, às 9h. Os envelopes serão abertos no mesmo dia, às 9h15.

Segundo o prefeito, o projeto não foi defendido junto a recursos do Fundo de Recursos Hídricos do Estado (Fehidro), porque o custo da despesa não comporta o acesso. “O Fehidro tem aprovado projetos de até R$ 300 mil e para esse patamar nós concentramos projetos para a recuperação do Batalha e para construir Estações Elevatórias de Esgoto”, diz.

Comentários

Comentários