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Novo ministro defendeu a causa gay e pesquisa com células tronco

Folhapress
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O advogado Luís Roberto Barroso tem atuação marcante na área dos direitos humanos. Entre as causas que já defendeu no próprio Supremo, está a equiparação das uniões homoafetivas às uniões estáveis convencionais e a pesquisa com células tronco.

“As uniões homoafetivas são fatos lícitos e relativos à vida privada de cada um. O papel do Estado e do Direito, em relação a elas como a tudo mais, é o de respeitar a diversidade, fomentar a tolerância e contribuir para a superação do preconceito e da discriminação”, escreveu o advogado, em parecer sobre a causa gay.

Suas declarações revelam um pouco da opinião do novo ministro sobre temas que deve enfrentar na cadeira do Supremo. Sobre decisões do Supremo que vão contra o chamado clamor popular, já disse: “O Judiciário não pode ser um Poder populista. O Judiciário não pode ter o seu mérito aferido em pesquisa de opinião pública.”

Neste ponto, elogia a atuação do futuro colega Gilmar Mendes. “O ministro Gilmar Mendes. Ele é um exemplo de juiz que, em mais de uma ocasião, e eu acho que corajosamente, desagradou o clamor popular fazendo aquilo que ele achava que era certo. Eu nem sempre concordo com as posições dele. Tenho até uma ou outra queixa (risos). Mas, admiro a independência com que ele exerce o seu ofício”, disse em entrevista divulgada no seu site.

Apesar de ainda haver indefinição sobre sua atuação no julgamento dos embargos do mensalão, o novo ministro já afirmou considerar a decisão do Supremo um marco na política do país.

“Mais do que a condenação de pessoas, o processo do mensalão constitui a condenação de um modelo político que não vem de ontem”, disse em entrevista à revista “Poder” de outubro do ano passado.

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