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Desemprego no Brasil sobe a 5,8% em abril; renda cai

Por Rodrigo Viga Gaier | Reuters
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A taxa de desemprego no Brasil subiu pelo quarto mês seguido e chegou a 5,8% em abril, acima do esperado pelos agentes econômicos, ao mesmo tempo em que o rendimento da população mostrou ligeira queda no período, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.

Esse cenário acaba sendo um pequeno alento para a inflação brasileira, que ainda mostra sinais de pressão. “Isso faz parte da teoria econômica. Se o desemprego aumenta, afeta o rendimento familiar. Há uma freada no consumo e, consequentemente, contribuição para o processo inflacionário”, afirmou o coordenador da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo.

Em março passado, o desemprego no País havia ficado em 5,7% e, em abril de 2012, em 6%. Mesmo em alta, a taxa de abril deste ano é a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2002, para esses meses.

O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população ocupada caiu 0,2% no mês passado ante março, ao atingir R$ 1.862,40, o que representou alta de 1,6% sobre abril de 2012. “O que está jogando o rendimento para baixo é a inflação mais alta”, afirmou Azeredo. Em termos nominais, sem descontar a inflação, o rendimento avançaria 0,4% em abril ante março desse ano.

Analistas entendem que, apesar de o mercado de trabalho ainda mostrar números robustos, ele começa a dar sinais de moderação. “Embora ainda forte, a criação de emprego no mercado de trabalho e os salários reais começaram a moderar, particularmente no setor informal”, destacou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

 

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