O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou ontem que o regime de Bashar al-Assad terá representante na conferência proposta por Moscou e Washington para tentar dar fim aos mais de dois anos de conflito na Síria.
O encontro sobre a crise foi proposto em abril e ainda não tem data definida. A expectativa é de que aconteça em junho, com a participação dos países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU -Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China- e os representantes do governo e da oposição.
Em nota, o porta-voz da Chancelaria Russa, Alexander Lukashevich, criticou o que chamou de “tentativas de minar os esforços de paz”, em referência à resolução aprovada na Assembleia-Geral da ONU contra o regime sírio e com elogios à oposição.
O diplomata russo destacou que o objetivo dessa conferência é “que os próprios sírios possam encontrar uma solução política para um conflito destrutivo para o país e para a região”. No entanto, avalia que a resolução da ONU “essencialmente levou [a oposição] a rejeitar as negociações”.
O anúncio não foi confirmado pelo regime sírio.