A Justiça prorrogou as prisões temporárias das oito pessoas detidas no dia 21 de maio, durante a Operação Yellow, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru em parceria com a Secretaria Estadual da Fazenda. Eles devem permanecer presos ao menos até a próxima terça-feira, quando o Gaeco espera terminar de analisar os documentos apreendidos e ouvir todas as testemunhas envolvidas no caso.
Ao todo, três agentes fiscais da Secretaria da Fazenda, quatro empresários e um advogado foram presos. Outros dois empresários – um de Bauru e outro de São Paulo – continuam foragidos. Eles são acusados de participar de um esquema de sonegação fiscal que teria causado prejuízo de R$ 2,7 bilhões ao Estado e à União. A fraude seria viabilizada pela conivência de agentes da secretaria, que receberiam propina para não multar proprietários da Sina, conglomerado do setor de processamento de soja com unidades em Bauru e São Paulo, além de outras quatro cidades paulistas.
Injustiça
No início do mês, o Gaeco já havia prendido outras oito pessoas - entre oficiais de Justiça, advogado e ‘localizadores’ de veículos - na chamada Operação Injustiça. Duas pessoas foram soltas e, nesta semana, uma terceira - um localizador - foi libertada após colaborar com as investigações.