Regional

Período crítico vai de maio a julho

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Nos meses de maio, junho e julho, os motoristas que transitam pelas rodovias do Estado de São Paulo devem redobrar a atenção. É que nesse período ocorre a maior incidência de neblina, segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

“As ocorrências de neblina no Estado de São Paulo tendem a aumentar, o que pode afetar a segurança rodoviária devido ao impacto na visibilidade dos motoristas. A Artesp trabalha em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária e as concessionárias de rodovias para garantir o cumprimento de medidas essenciais para uma viagem segura. O objetivo é manter as rodovias em boas condições, com sinalização adequada e atuação para aumentar a conscientização dos condutores. Já ao motorista cabe estar atento à sinalização e reduzir a velocidade ao perceber que sua visibilidade está reduzida.”

Trecho de serra e baixas (vales) estão mais sujeitos à ocorrência de neblina. Os horários de maior incidência são o começo da manhã e as madrugadas. Na malha concedida no Estado de São Paulo, o motorista conta com sinalização de advertência e orientação, como placas que reforçam a necessidade de reduzir a velocidade e acender os faróis, faixas refletivas e painéis de mensagem variável.

Atendimento ao usuário

A Artesp ressalta que em caso de necessidade de parada ou em situação de emergência, seja por ocasião de neblina intensa ou por algum outro motivo - como para descanso, obter informação ou ajuda -, os motoristas que utilizam a malha estadual concedida contam com os Sistemas de Atendimento ao Usuário (SAUs). Ao todo, são 143 postos nas rodovias paulistas, que operam 24 horas por dia, todos os dias do ano, e têm o objetivo de auxiliar o usuário em emergências médicas ou mecânicas, além de oferecer pontos de parada.

O serviço é executado pelas concessionárias e está previsto nos editais de concessão. Esses serviços são inteiramente gratuitos e operam por meio de unidades móveis, baseados ao longo do sistema viário em postos fixos estrategicamente escolhidos. Os SAUs contam com primeiros socorros e atendimento médico a acidentados, com eventual remoção das vítimas a hospitais, atendimento mecânico e elétrico e serviço de guincho, com desobstrução da pista e eventual remoção do veículo. Somente este ano, entre janeiro e maio, foram contabilizados mais de 670 mil atendimentos médicos nos SAUs de São Paulo. De acordo com a agência, todos os contratos de concessão exigem ainda uma rede de telecomunicação de emergência disposta ao longo das rodovias, constituída de um telefone a cada mil metros, destinada a permitir o acionamento pelo usuário que estiver precisando de ajuda. Essa rede é interligada a uma central de comunicações, que deverá acionar todos os recursos do sistema. Além dos telefones de emergência, veículos de inspeção de tráfego devem percorrer todo trecho da rodovia para detenção de ocorrências e situações que exijam intervenção nos locais.

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